Empresas devem adotar medidas para promover a equidade racial


Boas práticas tornam setor privado mais competitivo
Empresas devem adotar medidas para promover a equidade racial
Guibson Trindade, gerente-executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial, explicou da iniciativa que propõe a adoção do Protocolo ESG Racial pelas empresas (Arte: TUTU)

A agenda ESG proporciona a adaptação e o aprimoramento dos processos referentes às práticas ambientais, sociais e de governança, evitando a aplicação de sanções e tornando empresas mais competitivas no mercado. Falando especificamente do pilar social focado em equidade racial, o tema foi debatido em reunião do Conselho de Sustentabilidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

“As empresas que procuram perpetuar e buscar informações de indicadores de diversidade são vanguardistas e começam a fazer esse trabalho sem ter a obrigação de reporte. Contudo, logo mais, isso deve ser cobrado pelos órgãos públicos quanto a dados”, disse Guibson Trindade, gerente-executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial.

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A iniciativa propõe a adoção do Protocolo ESG Racial pelas empresas, contemplando ações que estimulem mais equidade, centradas na adoção de ações afirmativas, na melhoria da qualidade da educação pública e na formação de profissionais negros. 

Na conversa com integrantes da Federação e representantes de diversas empresas, Trindade afirmou que o pacto foi criado para negócios de qualquer porte interessados em traçar estratégias para melhorar o desempenho na área de Diversidade Racial.

“Atualmente, temos 65 empresas, das quais 90% são de grande porte. Entretanto, há também negócios com cem funcionários. Não há restrição para adesão ao protocolo — e é até importante que as pequenas a façam o quanto antes para crescer de forma sustentável”, ressaltou.

Índice ESG de Equidade Racial 

Faz parte do Pacto o Índice ESG de Equidade Racial (IEER), uma métrica que permite avaliar o grau de divergência da distribuição das ocupações por raça em uma determinada unidade em relação à distribuição de uma população de referência. As unidades de análise podem ser empresas, setores ou regiões.

“A pesquisa por setores que realizamos dá uma referência às empresas do quão distantes elas estão de um mundo ideal. É com base na informação real que se espera que o planejamento seja desenvolvido para a correção dessas lacunas”, explicou Trindade.

Compartilhando experiências

Daniel Périgo, gerente sênior de Sustentabilidade do Grupo Fleury, relatou a experiência de sucesso de adesão ao Pacto pela Promoção da Equidade Racial. Em 2021, Périgo passou a buscar informações a fim de entender o instrumento para, um ano depois, fazer a adesão oficial. Périgo destacou a necessidade das realizações de letramento, treinamentos e ações de engajamento e conscientização a respeito do tema, além de revisão de cargos de entrada, programas de mentoria e aceleração, entre outros, com o objetivo de promover a diversidade no quadro de colaboradores.

Apoio ao empresário

Além disso, é importante adotar medidas para evitar o racismo nas relações de consumo, nas quais ocorre o contato direto entre clientes e funcionários. Para auxiliar as empresas nessa tarefa, o Decálogo do Procon SP Racial — construído pelo projeto em parceria com entidades, incluindo a FecomercioSP —, estabelece os “Dez princípios para o enfrentamento do racismo nas relações de consumo”. O material está disponível para impressão e fixação em local visível nos estabelecimentos, reforçando a boa-fé do empresário e o apoio à iniciativa. As melhores práticas de combate à discriminação também podem ser encontradas no ebook elaborado pela FecomercioSP. Acesse aqui o Banimento da discriminação nas relações de consumo.

Fonte: FecomercioSP

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