Novo Honda City chega com missão de também substituir Civic e Fit


Com preços a partir de R$ 108 mil, a quinta geração ganha novo motor e inédita versão hatch, que só estreia em março (Zeca Chaves, AB)
Novo Honda City chega com missão de também substituir Civic e Fit

Não é sempre que um novo carro chega ao mercado com a obrigação não somente de substituir a versão anterior como ainda preencher o espaço de outros modelos da marca. No caso do Honda City 2022, a nova geração vai mais longe e substituirá três carros: a versão antiga, o Civic no caso do sedã e o Fit com a inédita configuração hatch.

Esse movimento é só uma parte da nova estratégia da marca no Brasil, que busca renovar sua linha de produtos para atender a um mercado mais exigente e ainda se adequar às novas regras de emissões que entram em vigor em janeiro – por isso a estreia agora do novo motor 1.5. Porém, há outro propósito por trás desse plano: reduzir custos de produção com uma oferta mais racional de produtos fabricados no País.


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Neste ano termina o processo de transferência da produção de veículos que estava dividida em duas fábricas para concentrar tudo na unidade de Itirapina (SP). Assim, a planta de Sumaré (SP) ficará apenas com a fabricação de motores, o centro de desenvolvimento e as atividades administrativas. 

Como o Civic era feito em Sumaré e tinha um volume de vendas relativamente baixo, a Honda escolheu tirá-lo de linha este ano e concentrar seus compradores de sedã apenas no novo City. No ano que vem, chegará a nova geração do Civic, mas apenas como um carro importado dos EUA, a um preço maior e em um segmento diferente do que atua hoje.

Já que o Fit também não era nenhum campeão de vendas, a montadora optou por encerrar sua produção local e criar uma versão hatch do City. A vantagem aqui é que o novo hatch terá um custo de fabricação muito menor, pois ele é igual ao sedã, com exceção da parte traseira.   

Diante desse cenário, também podemos contar com o fim do WR-V, que é feito sobre a base do Fit, o que será um problema porque não haverá por enquanto um substituto para os clientes que buscavam um SUV de menor custo dentro da linha Honda.

Toda essa mudança começa ainda neste ano: o Civic sedã, que chega na sua quinta geração, será apresentado oficialmente ao público em um evento on-line no dia 23 de novembro, às 17h30, transmitido pelo YouTube da Honda Brasil, quando também será aberta sua pré-venda, que parte de R$ 108,3 mil e com a chegada do carro às lojas em janeiro. Já o City hatch, ainda sem preços definidos, vai iniciar a fase de pré-venda em janeiro e as entregas serão em março.

Melhorias para cativar donos de Civic

Já que o novo City tem a missão de manter os antigos proprietários do Civic dentro de casa, o modelo precisou receber uma série de aperfeiçoamentos em relação ao anterior. A começar pelo eficiente motor 1.5 16V DI DOHC i-VTEC, que traz injeção direta e abertura variável no duplo comando de válvulas. 

Fabricado em Sumaré, o novo motor é todo de alumínio e gera 126 cv (E/G) e 15,8/15,5 kgfm (E/G). “Ele tem a melhor relação de desempenho e economia do segmento, inclusive comparado aos 1.0 turbo”, garante Diego Fernandes, gerente de vendas e marketing da Honda.

Mesmo assim, ele ainda não é páreo para a potência do Civic (o 2.0 aspirado tem 155 cv e o 1.5 turbo, 175 cv), mas é um avanço em relação aos 116 cv do antigo 1.5 do City. O que vai melhorar bastante é o consumo, pois ele foi projetado para se adequar a fase L7 do Proconve, muito mais rigorosa do que a atual. O câmbio é sempre um CVT com opção de sete marchas simuladas que podem ser comandadas pelos paddle shifts atrás do volante. 

O que os donos do Civic vão gostar é do porta-malas, com 519 litros, pouco acima dos 517 litros do velho sedã que vai sair de linha. O novo City também ficou maior: o sedã é 5,3 cm mais largo e 9,4 cm mais comprido que a geranção anterior. Outra melhoria é no nível de ruído e vibração: foi aplicado um revestimento antirruído no assoalho e sob o motor, além de espuma de poliuretano na base das colunas A e B.

Outro agrado a esse público que ficará órfão é a preocupação com o prazer de dirigir. “A nova suspensão está mais próxima do Civic do que era no antigo City”, completa Fernandes. Além do aumento da rigidez torsional em 20% em relação à geração anterior, houve a adoção de amortecedores com stop hidráulico, que reduzem aquele impacto forte quando a peça chega ao fim do curso. 

O nível de equipamentos também teve de ser reforçado para atrair o público mais exigente do Civic, desde a configuração de entrada EX, de R$ 108,3 mil. Por isso, não há versão com câmbio manual e todos trazem a nova central multimídia de 8 polegadas com acesso a Android Auto e Apple CarPlay sem fio, seis airbags, chave presencial, faróis de neblina, rodas de liga leve aro 16, câmera de ré e sistema de monitoramento de pressão de pneus.

Acima da básica, está a EXL (R$ 114,7 mil) com bancos de couro, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas, sistema Lane Watch (câmera para pontos cegos) e sensor de estacionamento traseiro. Por fim, a topo de linha Touring (R$ 123,1 mil) acrescenta faróis full LED, sensor de estacionamento dianteiro e o sistema de segurança Honda Sensing.

Este sistema combina os quatro principais recursos de auxílio ativo de condução, formado por frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, sistema de permanência em faixa (atua no volante para mantê-lo no centro) e ajuste automático de farol alto (reduz o facho quando cruza com outro veículo).

A configuração hatch terá basicamente os mesmos pacotes de equipamentos, com algumas pequenas diferenças pensando em não perder os amantes do Fit. A principal delas é o Magic Seat, recurso que permite alterar a disposição dos bancos em quatro modos para acomodar objetos de diferentes formatos e tamanhos. É bem parecido com o sistema que sempre encantou os donos de Fit, com a vantagem que comporta um pouco mais de bagagem no ajuste máximo: 1.168 contra 1.045 litros. 

Preços das versões do City sedã e principais equipamentos de série*

• EX: R$ 108,3 mil
Central multimídia de 8 polegadas, câmera de ré, 6 airbags, monitoramento de pressão de pneus, chave presencial, lanternas em LED, botão de partida, faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas

• EXL: R$ 114,7 mil
Acrescenta bancos de couro, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas,  sistema Lane Watch (câmera para pontos cegos) e sensor de estacionamento traseiro

• Touring: R$ 123,1 mil 
Acrescenta sistema Honda Sensing, faróis full LED e sensor de estacionamento dianteiro

* Exceto Estado de São Paulo e cidade de Manaus

Fonte: Automotive Business

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