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Faturamento do varejo paulista cai 8,1% em julho 

• Movimento foi disseminado no setor; no acumulado do primeiro semestre, retração alcançou 6,1% • Autopeças e acessórios registraram queda de -7,4 no faturamento acumulado do ano

06/10/2026

As vendas do Comércio varejista paulista registraram queda de 8,1% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP), aponta, contudo, para o terceiro melhor resultado da série histórica para o mês. O faturamento real atingiu R$ 122,3 bilhões, valor R$ 10,7 bilhões inferior ao apurado ao mesmo período de 2025 [tabela 1].

[TABELA 1]
Faturamento Comércio Varejista — Estado de São Paulo
Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP

Com esse resultado, a variação acumulada nas vendas varejistas caiu 6,1% no ano, representando um faturamento de R$ 55,4 bilhões inferior ao obtido no período de janeiro a julho do ano passado. Na comparação interanual, a queda no faturamento do Comércio paulista passou de 6,9%, em maio, para 7%, em junho, e 8,1%, em julho, relevando a deterioração na margem dessa comparação. No acumulado de 12 meses, a queda se aprofundou de 1,6% para 2,5%, e em julho, 3,5%.

De acordo com a FecomercioSP, esse resultado reflete o fato de que a retração das vendas das atividades é disseminada, embora seja particularmente mais intensa nos segmentos de bens duráveis e semiduráveis. Na comparação dos últimos três meses, os dados mostram aprofundamento das perdas no total do varejo, tornando o comportamento dos próximos meses particularmente importante para avaliar se o segundo semestre do ano conseguirá interromper a trajetória ou se a retração continuará avançando sobre o desempenho de 2026.

Além disso, das nove atividades da pesquisa, apenas concessionárias de veículos apontou alta (5,4%), com faturamento de R$ 16,8 bilhões e expansão de 5,3% nos 12 meses. Na contramão, o setor de outras atividades sofreu pressão negativa de 8,7 pontos porcentuais (p.p.). Em sete meses, além das concessionárias, nenhuma outra atividade apresentou crescimento [tabela 2].

[TABELA 2]
Faturamento Comércio Varejista — Estado de São Paulo
Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP

O principal destaque negativo ficou por conta das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, cujo faturamento real caiu 35,6% na comparação interanual. O segmento acumula retrações de 27,1% no ano e de 18,5% em 12 meses. Trata-se, portanto, de uma queda que não está restrita ao mês, mas que vem se aprofundando. A variação interanual passou de -30,9%, em maio, para -32,1%, em junho, e -35,6%, em julho.

Vendas na capital registram queda de quase 12%

As vendas do varejo em julho, na capital paulista, sofreram queda de 11,8% no faturamento real em relação a julho de 2025, com receita de R$ 35,9 bilhões no mês — R$ 4,8 bilhões abaixo do valor registrado em julho de 2025. A variação acumulada no ano foi de -9,2%, o que representa faturamento de R$ 26,1 bilhões inferior ao apurado entre janeiro e julho de 2025 [tabela 3].

[TABELA 3]
Faturamento Comércio Varejista — Cidade de São Paulo
Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP

Nenhuma das nove atividades pesquisadas na capital apontou crescimento no faturamento real em julho. O resultado contrasta com o desempenho estadual: enquanto o varejo paulista recuou 8,1% no mês, a cidade registrou queda de 11,8%, uma diferença de 3,7 p.p. No acumulado do ano, a distância também é significativa, com retrações de 6,1% no Estado e de 9,2% na capital. Em 12 meses, os recuos foram, respectivamente, de 3,5% e 5,7%. Assim, independentemente do período analisado, o varejo da capital registrou retração mais intensa do que a média do Estado.

Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades). Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

Sobre a FecomercioSP

Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que afetam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

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