Experiência do cliente é foco da NRF 2024 e Brasil não deve se acanhar ao investir no setor


Para o head de vendas da Nexaas, Andrei Dias, é hora de o Brasil deixar de lado pragmatismos e enxergar a tecnologia como investimento, não despesa
Experiência do cliente é foco da NRF 2024 e Brasil não deve se acanhar ao investir no setor
Consumidor cada vez menos distingue varejo físico do virtual

A maior e mais tradicional feira de varejo do mundo, a NRF (National Retail Federation), que ocorre anualmente em Nova York, foi realizada entre os dias 14 e 16 de janeiro, apresentando mais de 450 palestrantes aos mais de 40 mil participantes em sua 114ª edição. Com muitos cases e insights do setor, o evento é responsável por ditar as principais tendências para o ano, além de apresentar novas tecnologias disruptivas.

No entanto, nem tudo que é apresentado na feira chega ao Brasil com a mesma força que em outros países, como Estados Unidos e China. O porquê disso, para o especialista no setor e head de vendas da Nexaas, Andrei Dias, é o pragmatismo brasileiro ao enxergar a tecnologia como complexa e cara demais.

Trazendo mais uma vez a experiência do cliente como foco dos negócios, a NRF 2024 traz a Inteligência Artificial como grande aliada para a proporção de uma jornada mais valiosa. E, enquanto grandes marcas brasileiras já trataram de implementar a tecnologia em seus negócios desde o ano passado, tanto em lojas físicas como online, médias e pequenas empresas vêem este presente como algo distante, ressalta Andrei. 

“No Brasil, naturalmente já sofremos um delay quanto às tendências do varejo mundial, como é o caso dos caixas de autoatendimento, que chegaram aqui muito mais tarde do que na Europa e nos Estados Unidos. Agora, o que vejo é, mais uma vez, o receio de médios e pequenos empresários do setor com a IA, mesmo havendo diversas alternativas de serviços por um custo acessível, principalmente proporcionadas por startups. Devemos olhar isso como um investimento, não uma despesa.”

Capaz de sugerir com mais precisão produtos que possam ser do gosto do consumidor, com base em machine learning, a IA se popularizou com força no ano passado, por meio de chatbots responsivos. No varejo, tanto no online quanto no físico, a tecnologia tem o poder de encaminhar aos consumidores produtos que eles possam gostar, adotando estratégias omnichannel. 

“Já existem lojas com sensores de IA nas vitrines, que captam o produto que o cliente está olhando e depois mandam uma mensagem no e-mail oferecendo cupom de desconto da peça, oferecendo experiências multicanais com assertividade e aumentando as chances de retenção de consumidores”, afirma o especialista. 

Apesar de acreditar que o Brasil ainda precisa ultrapassar seus medos com investimentos no varejo, Andrei é esperançoso. Ele acredita que estamos num momento de transformação, e que, em breve, o delay que sofremos quanto às tendências se encurtará. “Este será um ano interessante para o varejo brasileiro, mais estável, acredito eu, e com mais ousadia por parte dos empresários.”

Fonte: Novo Varejo

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