Automec 365 avalia desafios e oportunidades do aftermarket automotivo


O tema Visão de Negócios do Varejo para o ano de 2022 foi apresentado pelo presidente do Sincopeças-SP, Heber Carvalho
Automec 365 avalia desafios e oportunidades do aftermarket automotivo

Com o objetivo de colaborar com a conexão e aceleração dos negócios do aftermarket automotivo, a edição da Automec 365 deste ano, realizada nos dias 3 e 4 de maio, tratou de alguns dos principais temas que afetam o mercado e também as oportunidades oferecidas para as empresas.

No primeiro dia, o encontro virtual foi aberto com o tema Visão de Negócios do Varejo para o ano de 2022. O presidente do SINCOPEÇAS-SP, Heber Carvalho, informou que desde a pandemia o setor está enfrentando uma alta dos preços, havendo produtos que até dobraram de preços no período. Ele lembrou que os aumentos estão acontecendo também em outros setores e que colaboram para isso a adoção de novas tecnologias em novos produtos e a preocupação dos fabricantes em garantir a qualidade de seus produtos. A entidade destacou que o comércio varejista está muito aquecido pelas vendas de veículos usados e a consequente demanda de manutenção. A apresentação completa do executivo sobre as tendências do segmento pode ser acessada  no site da feira.

O segundo painel tratou dos Sistemas de Segurança x O Direito de Reparo, abordando as novas tecnologias que impactam a reparação independente. O presidente do SINDIREPA, Antônio Fiola, informou que existem no Brasil mais de 100 mil empresas do setor no Brasil que precisam ter acesso a informações que tratam do direito de reparo. Para atender a essa demanda, a entidade informou que já foi enviado um ofício a todas as montadoras associadas da Anfavea comunicando o interesse pelas informações, iniciando com as marcas que apresentam maior demanda pelos serviços. “Fizemos também algumas inserções junto ao poder público para a criação de uma legislação para dar direito ao consumidor de escolher onde ele quer arrumar o seu carro”, comentou Fiola.

Alfredo Bastos Junior, representante da MTE Thomson, comentou, do ponto de vista da indústria, que o setor precisava dessa organização para implementar o Direito de Reparo para contar com as informações completas sobre os produtos e o consumidor escolher onde fazer o reparo de seu bem. Para Alessandro Sdei, reparador da Oficina BOX5, o segmento que está na ponta é o que mais sente o desafio de atender o cliente e que poderá por isso se beneficiar em ter o direito de fazer os reparos dos carros, tanto os que chegam com novas tecnologias como aqueles com as tecnologias convencionais.

A Certificação do Profissional Automotivo

Já no dia 4 de maio, a Automec 365 apresentou o tema da Certificação do Profissional Automotivo. De acordo com Alexandre Xavier L. Martins, Superintendente (Senior Executive) do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), em sintonia com as expectativas das demais entidades do setor e da indústria de autopeças, o instituto estimulou a implementação da certificação do profissional automotiva. “Ela foi iniciada em 2019 para fazer frente aos desafios dessa atividade e do seu valor no setor de reparação, enfrentou o período da pandemia e finalmente foi colocada em prática em 2021”, comentou Alexandre. O executivo destacou que todo o processo para a certificação do profissional automotivo também foi modernizado e ele é totalmente online, proporcionando maior facilidade de acesso e agilidade e também menor custo para o reparador ou para a oficina que deseja apoiar o profissional.

A certificação é fundamental principalmente para o reparador que não tem uma formação universitária ou que aprendeu na prática, porque ela valoriza o profissional e a empresa, que podem passar mais confiança para os consumidores com profissionais certificados, avalia Antônio Fiola, Presidente do SINDIREPA. “Agora, vamos ter nossa certificação nacional”. Perci Albergaria, executivo da Elring Klinger, comentou que como fabricante do setor no País, a empresa também segue processos, procedimentos e conta com certificações necessárias que são auditados pelas montadoras para atender os seus padrões de qualidade. Da mesma forma, segundo ele, os reparadores precisam seguir também esses processos e procedimentos para a entrega de um bom serviço para os clientes, e a certificação vem colaborar muito com essa demanda. “Não existe no mundo um reparador mais qualificado do que o brasileiro”, comentou Perci.

Novas Tecnologias para o Desenvolvimento Profissional do Reparador

O painel Novas Tecnologias para o Desenvolvimento Profissional do Reparador abordou osdesafios do profissional para manter-se atualizado e preparado para atender às exigências das novas tecnologias e fabricantes.  Christian Fontana Salgueiro, Coordenador de Serviços ao Cliente da Ford Motor Compay, destacou que a tecnologia vem transformando a forma como o ser humano utiliza produtos e serviços e essa transformação está acontecendo de forma cada vez mais rápida e eficaz e a indústria automotiva também vem se moldando para trazer a sua expertise e experiência tanto para o profissional reparador como para os seus clientes.

Rogério Ricci Machado, Head de Cultura Cliente e Treinamento América do Sul da Stellantis, comentou que com a transformação provocada pela tecnologia no mercado, os cursos de treinamentos também vêm sendo transformados. E destacou no contexto que “a cultura do autodesenvolvimento tem que fazer parte da vida dos profissionais”. Alguns estudos, segundo ele, apontam que se o indivíduo estudar uma média de 40 horas por mês no tema de formação, ele estará no mínimo mantendo-se dentro de seu conhecimento básico. Adicionalmente ao treinamento do profissional, o executivo enfatizou também que as empresas precisam investir cada vez mais em sua estrutura, gestão, governança e aprimoramento de seu negócio.

O Senai, uma das entidades mais importantes do mercado, responsável pela formação de profissionais, está atuando cada vez mais em sintonia com o avanço da tecnologia dos fabricantes de veículos que têm por sua vez a informação, colaborando com a maior capacitação dos profissionais. A entidade foi representada no painel por Mauricio Gayubas, Professor de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI-SP.

Desafios e soluções na digitalização da distribuição de autopeças Estruturas de ecommerce para autopeças: práticas e possibilidades do mercado

Gerson Prado, Diretor da ANDAP – Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças, destacou que todo canal de distribuição está atualmente acelerando a sua digitalização. “Todos os distribuidores hoje estão fazendo fortes investimentos nesse caminho”. Para ele, o grande desafio é fazer a melhor tecnologia chegar até a ponta, ou seja, no varejo ou para o mecânico, de forma correta. Ele lembra que o cliente compra peças para reposição, um produto que demanda muita informação técnica. Isso exige um interlocutor que entenda o que está comprando e um fornecedor que garanta informações completas para evitar compras erradas pelo cliente, o que pode gerar devolução e outros transtornos para o negócio.

Guido Carell, Vice-Presidente de B2B da Infracommerce, comentou que ainda hoje as tecnologias voltadas hoje ao B2B estão muito pensadas no modelo de tecnologias B2C e também no perfil de comprador de tecnologias desse modelo. “Temos que pensar primeiro nas soluções que precisamos entregar e depois nas tecnologias que serão utilizadas”. O executivo lembrou que o B2B está tratando de uma reposição de produtos e por isso busca pesquisas e conhecimento, envolvendo um número maior de pessoas. Por isso, segundo Guido, para essa demanda foi necessário adotar um conceito para abraçar todos os elos do ecossistema.

O conteúdo completo e gratuito dos painéis da Automec 365 já pode ser acessados on-demand no site www.automecfeira.com.br.

Fonte: Novo Varejo

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