Por George Guimarães
De Fazenda Rio Grande, PR
A fábrica de pneus da Sumitomo em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, PR, completou 13 anos com a mesma rotina estabelecida em 2013: trabalhando em três turnos e sete dias por semana produzindo pneus Dunlop e Falken.
A informação surpreende, até porque a planta, uma das 11 que a empresa tem no mundo, já passou por pelo menos três ciclos de investimentos e, assim como outras empresas que aqui produzem pneus, tem enfrentado a avalanche de produtos importados nos últimos anos, chinseses na maioria e que já abocanharam boa parte do mercado brasileiro.
Fazenda Rio Grande tem capacidade diária atual ao redor de 23 mil pneus de veículos leves e 2 mil de pesados. São 335 dias por ano em atividade, já que os outros 30 dias são reservados à manutenção.
Para isso, conta com 2,2 mil funcionários, quatro vezes mais do que quando foi inaugurada, e recebeu aproximadamente R$ 1,1 bilhão em seu último grande ciclo de investimento — total de R$ 2,45 bilhões em 13 anos —, anunciado em 2021 e concluído no fim de 2024.
A empresa dispõe de bastante espaço para crescer fisicamente: dos 500 mil metros quadrados do terreno, 171 mil estão ocupados por área construída, com possibilidade, graças a sistemas modulares, de expansão de outros 109 mil metros quadrados.

E há ainda a possibilidade de ampliar a produção sem maiores intervenções para aproximadamente 30 mil pneus por dia. Apesar disso e de trabalhar com capacidade plena, uma nova expansão está descartada, por enquanto.
Fábio Torres, diretor de Vendas Reposição e de Marketing da Sumitomo, é objetivo ao afirmar que qualquer movimento nesse sentido dependerá de uma sinalização forte de crescimento do mercado brasileiro, que ainda tem exibido demanda e números que evitam que alguns equipamentos já instalados n a unidade industrial sejam acionados.
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Conforme o período, cerca de 75% da atual capacidade são destinados ao mercado interno de reposição, 20% ao fornecimento para montadoras e 5% à exportação para países da América Latina, incluindo o México.
O enfrentamento ao aumento da concorrência, afirma o executivo, tem se dado por meio da ampliação da linha de produtos, sejam de outras medidas ou até mesmo importados para motos, maior fidelização e ampliação de garantias e serviços.
Ele exemplica: “Na pandemia criamos as lojas conteineres para atender os caminhoneiros em postos de combustíveis nas estradas. Seguimos com esse serviço, que hoje reúne 55 pontos”.
Já para assegurar participação mais à frente, os projetos de desenvolvimento da Sumitomo no Brasil já incluem produtos destinados a veículos eletrificados. Segundo Torres, um primeiro pneu voltado a veículos de transporte de carga com essa tecnologia deverá ser apresentado em 2027.
Fonte: AutoIndústria – Foto: Divulgação




















