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Produção de veículos cresce 8,3%, alta que no mundo só perde para a da Índia

Apesar do desempenho positivo, Anfavea segue lamentando índice abaixo dos 17,9% da expansão nos emplacamentos

07/08/2026

Por Alzira Rodrigues

Apesar de seguir destacando como negativa a expansão da produção em índice abaixo dos emplacamentos, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, aproveitou a coletiva desta sexta-feira, 7, para destacar o fato de o Brasil registrar, globalmente, o segundo maior índice mundial nesse quesito, só perdendo para a Índia (mais 14,5%).

Os maiores produtores mundiais, China e Estados Unidos, registraram quedas de 4% e 11,7%, respectivamente, este ano. Com exceção do Brasil e Índia, só houve aumento de produção no Japão, de apenas 2,9% (veja quadro abaixo).

“É um resultado expressivo da nossa indústria, apesar das dificuldades nas exportações e da entrada de importados bem acima da média dos anos anteriores”, comentou Calvet.

Em julho, foram produzidos 253,9 mil veículos, acréscimo de 3,1% em relação a junho e de 5,9% ante idêntico mês de 2025. No acumulado de janeiro a julho, a produção subiu 8,3%, de 1,44 milhão para 1,7 milhão no comparativo interanual.

O segmento que mais cresce é o de automóveis, com evolução de 11,1% no acumulado do ano, de 1,12 milhão para 1,24 milhão, No caso dos comerciais leves, a alta foi de 3,6%, de 282,3 mil para 291,9 mil. No segmento de pesados, houve recuo de 12,1% na produção de caminhões e de 3,1% na de ônibus.

Os emplacamentos somaram 279,5 mil unidades no mês passado, o maior volume do ano, com elevação de 2,6% em relação a junho e de 14,9% sobre julho de 2025. No acumulado, o setor superou 1,7 milhão de licenciamentos, 17,9% a mais que no mesmo período do ano passado.

Do total do ano, 344,1 mil veículos foram importados, 25,7% a mais que nos sete primeiros meses de 2025. A China mais que dobrou os envios ao Brasil (alta de 105,4%) e o México ampliou os seus embarques em 23,8%.

“Esse volume de quase 350 mil é maior do que a produção no período da maioria das fábricas das nossas associadas, o que indica que poderíamos estar gerando mais demanda para nossas fábricas e fornecedores e, por tabela, mais empregos”, destacou o presidente da Anfavea, insistindo na defesa de que os benefícios deveriam se concentrar no incentivo à fabricação local.

Fonte: AutoIndústria – Foto: Divulgação

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