Mobilidade estará necessariamente relacionada aos aplicativos


Por mais que imaginemos que uma revolução tão grande possa demorar a chegar ao Brasil, é fato que nossa inserção nesse novo mundo será inevitável (por Claudio Milan claudio@novomeio.com.br)
Mobilidade estará necessariamente relacionada aos aplicativos

A evolução tecnológica sustentada pela digitalização e comunicação em rede deve resultar na substituição do conceito de mobilidade pelo neologismo ‘mobilidapp’. E tal transformação terá impacto profundo no mercado de reposição automotiva. Segundo o cientista, professor e empreendedor Silvio Meira, isso começa já nesta década em algumas partes do mundo. “No lugar do carro, teremos aplicativos que chamam um carro. Vamos mudar completamente aquilo que chamamos de carro – vetores de mobilidade pessoal e provavelmente vetores de mobilidade pessoal autônoma em cidades conectadas, principalmente depois que a gente conectar mesmo as cidades”.

Não é difícil imaginar o tamanho da ruptura que essa transformação irá gerar. Por mais que imaginemos que uma revolução tão grande possa demorar a chegar ao Brasil, é fato que nossa inserção nesse novo mundo será inevitável. Eis aí um imenso desafio para todas as empresas que operam em modelos consagrados de negócios. O que fazer? Para Silvio, melhorar o modelo de negócio do passado recente e usar facetas desse modelo para competir no futuro provavelmente seria uma solução ineficiente. “Temos que fazer um processo de transformação. Sair de um lugar onde a gente estava para o lugar aonde queremos ir. E este lugar não vem do passado. Ele vem do futuro”. Este foi o primeiro dos três fatos que o palestrante deixou como mensagem final em sua apresentação no Seminário da Reposição Automotiva.

TRÊS FATOS PARA REFLEXÃO DO MERCADO

1 – TRANSFORMAÇÃO VEM SEMPRE DO FUTURO Só é possível trazer elementos do futuro com a presença de lideranças transformadoras. E, na avaliação de Silvio Meira, o que as lideranças precisam fazer agora é estender o presente. “Elevar a noção do que é o presente um pouco além do tempo atual. Esquecer o passado e descobrir no futuro hipóteses que possam ser testadas como possibilidades de novos presentes e que, se validadas em nossos experimentos de laboratórios sobre o futuro, sejam transformadas em performances. O que o presente de todos os negócios faz é executar passados. Teriam de se preocupar também em avaliar possíveis futuros de forma que eles se transformem em novos presentes. Em tempos de transformação, isso é fundamental”, diz Silvio Meira.

2 – TRANSFORMAÇÃO NÃO É SÓ VELOCIDADE Não se pode confundir velocidade com agilidade. “Agilidade diz respeito a processos de tomada de decisão. Velocidade é a execução das decisões. Temos que tomar a decisão rapidamente e executar rapidamente também”. Silvio Meira apresentou resultados de um estudo feito com mais de 10 mil projetos: quando o tempo para tomar as decisões é inferior a uma hora, a taxa de sucesso dos projetos que envolvem tecnologia é de 68%. Por outro lado, quando o tempo necessário para tomar a decisão é superior a cinco horas, a taxa de sucesso cai para 18%.

3 – PARA COMPETIR NAS REDES É PRECISO SER REDE DE INOVAÇÃO “Não adianta fingir. Para competir em rede, temos que transformar a organização numa rede”, decretou Silvio Meira. “Temos que sair de controle para colaboração, criando plataformas abertas; temos que sair de otimização daquilo que fazemos para interação com os outros; e sair do valor para cada um para o valor para o ecossistema.

Fonte: Novo Varejo

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