A Mercedes-Benz foi o grande destaque da edição 2026 do Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais, certificação entregue nesta sexta-feira, em São Paulo, aos modelos de utilitários de carga e caminhões mais valorizados no mercado brasileiro
A Mercedes-Benz conquistou o troféu principal nos dois segmentos: com a Sprinter 417 no Utilitários de Carga e com a Sprinter Chassi 517, entre os Caminhões.
O resultado considera a desvalorização dos veículos após três anos de uso e aponta os modelos que melhor preservam seu valor no mercado de usados. No caso da Sprinter Chassi 417, a perda de valor foi de apenas 5,7%, o menor índice entre os utilitários de carga. Já a Sprinter Chassi 517 registrou 10,3% de desvalorização, resultado que também garantiu ao modelo o título de campeão entre os caminhões.
A Scania foi a marca com maior número de categorias conquistadas entre os caminhões em 2026. A fabricante venceu seis classes, começando pelo R-410 GNV, campeão entre os caminhões movidos a gás natural, com 19,1% de desvalorização. A Scania também levou o troféu de Semipesado 4×2, com o P-320, que registrou perda de 16,4%; Semipesado 8×2/8×4, com o P-280, com 12,4%; Pesado até 400 cv, com o P-360, com 15,4%; Pesado entre 401 e 500 cv, com o G-460, com 17%; e Pesado acima de 500 cv, com o G-560, que teve 18,7% de desvalorização.
A Iveco venceu entre os Leves, com o Daily Chassi 65-170/180, que apresentou desvalorização de 16,8%. Nos médios, o vencedor foi o Volkswagen 11-180 Delivery, com índice de 21,3%. A Volvo conquistou duas categorias de semipesados: o VM 290 6×2, com 21,2% de desvalorização, e o VM 360 6×4, com 14,3%.
A premiação mantém categorias específicas para os veículos comerciais eletrificados, acompanhando a expansão das novas tecnologias no mercado brasileiro.
Entre os caminhões elétricos, o vencedor foi o Foton iBlue EV, com 28,3% de desvalorização. O modelo ficou à frente do Volkswagen 11-410 e-Delivery e do JAC iEV 1200T.
Já entre as furgonetas elétricas de carga, o título ficou com o Fiat E-Scudo, que apresentou desvalorização de 42,1%. A categoria também reuniu Renault Kangoo Z.E., Citroën ë-Jumpy e Peugeot e-Expert. A Fiat venceu duas categorias entre os utilitários. O E-Scudo ficou com o título entre as furgonetas elétricas e o tradicional Fiorino foi o campeão entre as furgonetas de carga, com desvalorização de 17,8%.
A Renault também teve dois vencedores. O Master Minibus conquistou a categoria de Minibus, com 7,4% de desvalorização, enquanto o restante das categorias de utilitários teve predominância da Mercedes-Benz.
Além da Sprinter Chassi 417 e do Sprinter Furgão 417, a Mercedes-Benz também levou o título de camioneta de carga com a própria Sprinter Chassi 417, que registrou os mesmos 5,7% de desvalorização considerados para o campeonato geral dos utilitários.
A Mercedes-Benz ainda venceu a categoria de Furgão de Carga, com a Sprinter Furgão 417, que apresentou desvalorização de 9,7%. Com isso, a família Sprinter novamente aparece entre os principais destaques da premiação.
Os representes das montadoras presentes ao avento ficaram surpresos com os baixos índices de depreciação (veja abaixo), considerando que a avaliação é feita após três ade uso. Muitos modelos marcaram um índice abaixo dos 10%.
O Estudo de Mercado é feito desde 2001, portanto há 25 anos. Para chegar aos resultados, a pesquisa compara o preço do veículo zero km vendido há três anos (Preço de Verdade) com esse mesmo veículo vendido hoje no mercado de usados. O levantamento considera as cotações do mercado, e a equipe da Autoinforme acompanha a evolução dos preços em todo o período, considerando as nuances do mercado, eventuais distorções provocadas por oferta excessiva ou a restrição de oferta (seja por estratégia comercial, seja por falta de estoque).
São anomalias que interferem diretamente no preço e, uma vez detectadas, são desconsideradas do estudo, pois distorcem o índice e valor do veículo no mercado.
Os campeões de 2026
No total, os vencedores do Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais 2026 foram:
Utilitários de carga
- Camioneta de carga: Mercedes-Benz Sprinter Chassi 417 — -5,7%
- Furgoneta de carga elétrica: Fiat E-Scudo — -42,1%
- Furgão de carga: Mercedes-Benz Sprinter Furgão 417 — -9,7%
- Furgoneta de carga: Fiat Fiorino — -17,8%
- Minibus: Renault Master Minibus — -7,4%
Caminhões
- Elétrico: Foton iBlue EV — -28,3%
- GNV: Scania R-410 — -19,1%
- Semileve: Mercedes-Benz Sprinter Chassi 517 — -10,3%
- Leve: Iveco Daily Chassi 65-170/180 — -16,8%
- Médio: Volkswagen 11-180 Delivery — -21,3%
- Semipesado 4×2: Scania P-320 — -16,4%
- Semipesado 6×2: Volvo VM 290 — -21,2%
- Semipesado 6×4: Volvo VM 360 — -14,3%
- Semipesado 8×2/8×4: Scania P-280 — -12,4%
- Pesado até 400 cv: Scania P-360 — -15,4%
- Pesado entre 401 e 500 cv: Scania G-460 — -17,0%
- Pesado acima de 500 cv: Scania G-560 — -18,7%
O Selo Maior Valor de Revenda é realizado pela Agência AutoInforme e utiliza como referência os preços dos veículos zero-quilômetro e seus correspondentes no mercado de usados após três anos. O estudo também considera o comportamento das negociações e elimina distorções e veículos com volume insuficiente de mercado.
A edição 2026 mostra, assim, um mercado de veículos comerciais em que a capacidade de manter valor continua sendo um fator importante para empresas e transportadores na hora de renovar a frota.
Fonte: Autoinforme




























