A KS Kolbenschmidt, marca premium de componentes para motores, apresenta informações e dicas técnicas sobre a importância da folga correta entre a haste da válvula e a guia do cabeçote. A medida adequada é essencial para garantir o funcionamento eficiente do motor, a correta lubrificação do conjunto e a durabilidade dos componentes.
Com características diferentes, a válvula de admissão possui um disco maior, permitindo a entrada de maior volume de ar e combustível na câmara de combustão. Já a válvula de escape é responsável pela saída dos gases resultantes da queima.
Também existem diferenças na espessura das hastes. A haste da válvula de escape é ligeiramente mais fina, cerca de 0,01 a 0,015 mm, porque trabalha em temperaturas mais elevadas e sofre maior dilatação térmica. Por esse motivo, a folga entre a haste da válvula de escape e a guia deve ser um pouco maior do que a especificada para a válvula de admissão, evitando o travamento quando o motor atingir a temperatura de funcionamento.
Como medir a folga – A verificação deve ser feita com instrumentos de precisão, como micrômetro e súbito — instrumento utilizado para medir diâmetros internos. Primeiro, mede-se o diâmetro da haste da válvula com o micrômetro. Em seguida, o súbito deve ser ajustado utilizando essa medida como referência. Depois, realiza-se a medição do diâmetro interno da guia da válvula para determinar a folga exata entre os componentes.
A KS Kolbenschmidt destaca que os valores de folga variam conforme o projeto de cada motor. Por isso, a conferência deve sempre seguir as especificações do manual do fabricante.
Folga fora do padrão pode danificar o conjunto – Quando a folga é excessiva, a válvula passa a trabalhar com movimentação lateral, o que pode comprometer a vedação, prejudicar a combustão e acelerar o desgaste da haste, da guia e da sede da válvula.
Por outro lado, quando a folga é insuficiente, a lubrificação da haste fica comprometida. Com o aumento da temperatura, a dilatação pode provocar o travamento da válvula na guia, causando falhas de funcionamento e danos ao motor.
Em motores equipados com injeção direta, também é importante observar o acúmulo de resíduos de carvão na haste da válvula. Esse material pode dificultar o movimento da haste e fazer com que a válvula permaneça aberta. Nessa situação, existe o risco de colisão com o pistão, o que pode entortar a válvula e provocar danos mais graves ao motor.
Verificação da mola de retorno – A válvula é aberta pelo comando de válvulas, mas seu fechamento é realizado pela mola de retorno. Para verificar o alinhamento da mola, pode-se utilizar um esquadro posicionado em um ângulo de 90 graus.
Caso esteja torta ou desalinhada, a mola pode forçar a haste contra a guia, provocando desgaste prematuro e comprometendo o funcionamento do conjunto. Por isso, o componente também deve ser inspecionado durante a manutenção do cabeçote.
Atenção ao ângulo de assentamento – Outro ponto que exige cuidado é o ângulo de assentamento da válvula. As válvulas novas já saem de fábrica com o ângulo correto. Quando houver necessidade de correção, o trabalho deve ser realizado na sede da válvula, e não na própria válvula.
A correta instalação e a conferência das medidas são fundamentais para assegurar a vedação, o desempenho e a vida útil do motor. Para obter os melhores resultados, a KS recomenda que o serviço seja realizado por profissionais qualificados, com ferramentas adequadas e sempre de acordo com as especificações do fabricante do motor.
Para conferir a dica de manutenção na íntegra, basta acessar o vídeo no link: https://www.youtube.com/watch?v=BD_YGlyC0Yc&t=1s.




























