Uma pastilha de freio que se desfaz na primeira frenagem forte. Um terminal de direção que cede numa curva. Uma correia que rompe na estrada. Por fora, a peça parecia idêntica à original; por dentro, não passou por nenhum teste. A falsificação de autopeças é um crime silencioso: ela só aparece quando falha, e quando falha, quase sempre é na hora errada.
Para ajudar motoristas e profissionais da reparação a barrar esse risco antes da instalação, a AutoZone Brasil reuniu os sinais mais comuns de uma peça falsificada, do acabamento à embalagem, da nota fiscal ao preço. Além de um alerta que vale para os dois lados do balcão: exigir procedência é responsabilidade de quem compra, de quem instala e de quem paga pelo serviço.
Um mercado bilionário e perigoso
O setor perdeu cerca de R$ 12 bilhões em 2024 com falsificação e contrabando, segundo estimativa citada pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Entre os itens mais apreendidos estão pastilhas de freio, embreagens, velas, lâmpadas e juntas de cabeçote, muitas vezes em embalagens que imitam marcas líderes.
A diferença entre uma peça similar e uma falsificada é decisiva. A similar vem de fabricante independente, com marca própria, certificação e garantia. É legal e reconhecida pelo mercado. A falsificada usa indevidamente a marca de outra empresa, não passa por testes e não tem procedência.
“A peça falsificada não economiza dinheiro, ela adia um prejuízo. E, em itens de freio, direção e suspensão, esse prejuízo pode ser uma vida. Nosso papel é ajudar o motorista e o mecânico a enxergar o risco antes que ele seja instalado no carro”, afirma o time da AutoZone Brasil.
Confira 7 dicas da AutoZone Brasil:
- Compare com uma peça de referência: peso, acabamento e gravações devem ser idênticos.
- Leia a embalagem com atenção: erros de grafia e impressão borrada são os sinais mais comuns.
- Procure lote, código e CNPJ do fabricante: sem identificação, não há rastreio nem garantia.
- Desconfie do preço milagroso: quando a diferença é grande demais, alguém paga essa conta.
- Exija nota fiscal sempre: ela comprova a procedência e garante seus direitos.
- Na dúvida, não instale: leve a peça a uma loja de confiança para comparar.
Dono do carro e mecânico: do mesmo lado do balcão
Na maioria dos serviços, quem compra a peça é a oficina. Mas o dono do carro tem o direito de saber de onde ela veio, ver a embalagem e receber a nota. Para o mecânico, comprar de fornecedor confiável protege o cliente e a reputação da própria oficina.
Todas as lojas da rede contam com atendimento dedicado a mecânicos, oficinas e frotistas, com equipe técnica para orientar a escolha da peça certa.
“Exigir procedência não é desconfiar do mecânico, é trabalhar em parceria com ele. O mecânico é nosso principal parceiro: quando compra em loja confiável, entrega ao cliente peça com nota, garantia e tranquilidade”, diz o time da AutoZone Brasil.





















