Em 2023, varejo da região de Araçatuba terá a maior receita em 15 anos


Faturamento deve crescer 2% e alcançar a marca de R$ 18,6 bilhões, puxado por supermercados, farmácias e perfumarias e lojas de vestuário, tecidos e calçados
Em 2023, varejo da região de Araçatuba terá a maior receita em 15 anos

As vendas do comércio varejista na região de Araçatuba devem registrar uma alta de 2% em 2023, em comparação ao ano passado, de acordo com as projeções da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em números absolutos, o faturamento deverá atingir a marca de R$ 18,6 bilhões — maior cifra desde o início da série histórica, em 2008. O aumento de 2%, relativamente tímido, se dará sobre uma base forte de comparação, já que, em 2022, as vendas do varejo na região exibiram alta de aproximadamente 9% em relação a 2021.

Seis das nove atividades analisadas devem registrar crescimento, com destaque para os segmentos de supermercados, farmácias e perfumarias e lojas de vestuário, tecidos e calçados — que também alcançarão a maior receita da história. Outro destaque positivo é o segmento de concessionárias de veículos, beneficiado pelo incentivo fiscal do governo federal na metade do ano.

Por outro lado, após terem registrado o maior faturamento da história em 2022, o grupo de outras atividades, em que predomina a venda de combustíveis, e as lojas de autopeças e acessórios devem registrar um desempenho negativo neste ano. As vendas das lojas de materiais de construção permanecerão estáveis, próximas ao recorde histórico apurado no ano passado.

De maneira geral, a alta na receita do varejo em 2023 foi motivada, principalmente, pela queda no desemprego e pela geração de empregos com carteira assinada, o que eleva a quantidade de pessoas em condições de consumir e resulta em uma maior injeção de recursos do décimo terceiro salário no fim do ano. Para se ter uma ideia, em âmbito nacional, a taxa de desemprego atingiu 7,6% no trimestre de agosto a outubro, menor patamar desde 2015. Além disso, entre janeiro e outubro, quase 1,8 milhão de empregos formais foram gerados no Brasil e cerca de 500 mil no Estado de São Paulo.

Outros fatores que contribuíram foram a queda da inflação ao longo dos últimos meses — principalmente sobre alimentos e bebidas —, que abriu espaço no orçamento doméstico de muitos lares, e o início do ciclo de redução da taxa Selic, gerando efeitos positivos sobre o poder de compra das famílias e sobre a confiança dos consumidores.

Para dezembro, a FecomercioSP projeta um leve aumento de 1% nas vendas do varejo na região de Araçatuba, atingindo R$ 1,73 bilhão, a maior receita mensal da série histórica, impulsionada pelos segmentos de supermercados e de farmácias e perfumarias.

É sempre importante lembrar que faturamento é diferente de lucro. Nesse sentido, muitos empresários seguem trabalhando com margens apertadas para não perder clientes. Assim, para o próximo ano, a FecomercioSP indica ter cuidado na formação dos estoques considerando as incertezas no cenário internacional, a desaceleração da atividade econômica prevista para 2024, os juros ainda elevados, o alto nível de famílias endividadas e os indícios de falta de compromisso do governo com as contas públicas que podem trazer instabilidades. Por esses motivos, os empresários devem priorizar o reforço do caixa.

Nota metodológica
As projeções são elaboradas com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), a qual utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) através de um convênio de cooperação técnica com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

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