Na hora de substituir as pastilhas de freio, é comum surgir a dúvida sobre qual tecnologia oferece o melhor resultado: convencional ou cerâmica. Embora apresentem características diferentes, não é correto afirmar que uma seja sempre superior à outra. A escolha deve considerar a aplicação indicada para o veículo, as condições de utilização e as características esperadas pelo motorista.
As pastilhas cerâmicas vêm ganhando espaço no mercado por reunir características valorizadas no uso cotidiano, como menor deposição de pó nas rodas, redução de ruídos e vibrações e maior resistência em determinadas condições de operação. Já as pastilhas convencionais também apresentam características adequadas a diferentes aplicações e podem oferecer excelente resposta, especialmente no uso urbano.
Para ajudar o profissional da reparação a orientar seus clientes, a Cobreq esclarece alguns dos principais mitos e verdades relacionados às duas tecnologias.
Pastilha cerâmica é sempre melhor que a convencional? Mito
As duas tecnologias possuem aplicações específicas e não existe uma tecnologia superior para todos os tipos de uso. As pastilhas cerâmicas contam com uma composição diferenciada, desenvolvida para proporcionar menor deposição de pó nas rodas, redução de ruídos e vibrações e características específicas de resistência ao desgaste e à temperatura.
Isso não significa, porém, que a pastilha convencional seja inadequada. Pelo contrário: quando corretamente especificada para o veículo, ela pode oferecer excelente resposta, inclusive no trânsito urbano.
O componente correto é aquele que atende às especificações do sistema de freio e à aplicação do veículo. Por isso, a recomendação deve partir da consulta às informações técnicas, e não apenas da preferência por determinada tecnologia.
Pastilha cerâmica não desgasta? Mito
Nenhuma pastilha de freio é livre de desgaste. O atrito durante a frenagem provoca o consumo natural do material, independentemente da tecnologia utilizada.
A linha Cobreq Ceramic possui uma formulação desenvolvida para contribuir para a durabilidade do composto, mas o desgaste acontece de acordo com as condições de uso e também com o estado dos demais componentes do sistema, como o disco de freio.
Por isso, a durabilidade não deve ser tratada como uma característica absoluta da tecnologia, já que fatores como tipo de condução, utilização do veículo e condições do sistema interferem diretamente no desgaste.
Pastilha cerâmica proporciona mais conforto? Verdade
A redução de ruídos e vibrações é uma das características das pastilhas cerâmicas. A composição do material de atrito e os recursos empregados em sua fabricação contribuem para uma frenagem mais silenciosa e confortável.
Outro diferencial está na característica do resíduo gerado pelo atrito. A pastilha cerâmica também produz pó, mas ele tende a ser mais claro e fino, o que reduz sua percepção e a deposição escura nas rodas.
Pastilha cerâmica resiste melhor a altas temperaturas? Verdade
Em situações de solicitações mais severas, a tecnologia cerâmica apresenta características que contribuem para manter a estabilidade do atrito mesmo sob temperaturas elevadas.
Essa característica pode ser relevante em aplicações submetidas a condições mais exigentes de frenagem, contribuindo para uma resposta mais consistente do sistema.
A pastilha convencional pode oferecer boa resposta no uso urbano? Verdade
A tecnologia convencional continua sendo adequada para diversas aplicações e pode proporcionar excelente resposta em situações típicas do trânsito urbano.
A escolha, mais uma vez, deve considerar o veículo, o sistema de freio e as condições em que ele será utilizado. Não se trata de definir uma tecnologia como melhor ou pior, mas de identificar qual produto atende corretamente à aplicação.
Toda pastilha precisa passar pelo assentamento? Verdade
Independentemente da tecnologia ou da linha escolhida, toda pastilha de freio necessita de um período de assentamento após a instalação.
Esse processo acontece nas primeiras frenagens, quando o material de atrito e o disco se adaptam progressivamente. Nesse período, não é recomendável exigir o sistema de freio ao máximo, com frenagens excessivamente severas ou sucessivas.
O não cumprimento desse procedimento pode provocar fadiga antecipada do sistema de freio e comprometer o desempenho esperado do componente. Por isso, além de instalar a pastilha correta, o profissional deve orientar o motorista sobre a necessidade de utilizar o freio de maneira progressiva durante as primeiras frenagens.
Dica para o mecânico: aplicação correta é mais importante
Antes de recomendar qualquer pastilha, é fundamental consultar o código correto, o modelo do veículo, a motorização e as características do sistema de freio. Veículos do mesmo modelo e ano podem utilizar componentes diferentes em função dessas especificações.
Outro cuidado é não modificar a peça antes da instalação. Lixar a pastilha, aplicar produtos não recomendados ou fazer alterações que não estejam previstas pelo fabricante pode comprometer o funcionamento do sistema.
Mais do que indicar uma pastilha pela tecnologia ou pelo preço, cabe ao aplicador avaliar a aplicação e orientar o cliente sobre a solução adequada para o veículo, incluindo os cuidados necessários após a instalação.
Atenção aos sinais de desgaste
Independentemente da tecnologia utilizada, o estado das pastilhas deve ser acompanhado durante as revisões. Ruídos anormais, vibrações, alterações no comportamento do pedal, aumento da distância de frenagem ou desgaste próximo ao limite especificado são sinais que exigem avaliação.
O diagnóstico também não deve se limitar às pastilhas. Discos, pinças, fluido de freio e demais componentes precisam ser verificados para garantir o funcionamento adequado do conjunto.
“A escolha da pastilha deve sempre partir da aplicação correta. As tecnologias convencional e cerâmica possuem características distintas e podem atender a diferentes necessidades. A cerâmica oferece benefícios importantes em conforto, redução e característica do pó, além de boa resistência em situações de maior solicitação térmica, mas o aplicador precisa considerar as especificações do veículo e orientar corretamente o motorista, inclusive sobre o assentamento da pastilha após a instalação.“, orienta Luiz Cruz, Desenvolvedor de Produtos e Negócios da Cobreq.
Com diferentes tecnologias e aplicações disponíveis, conhecer as características dos componentes é uma ferramenta importante para o profissional da reparação. A orientação técnica contribui para a escolha do produto adequado, para o correto assentamento da pastilha e para o funcionamento seguro e eficiente do sistema de freios.
Para mais informações sobre esses e outros produtos Cobreq, entre em contato pelo www.cobreq.com.br, com seu distribuidor autorizado ou envie mensagem de WhatsApp pelo número 0800 011 1992, durante o horário comercial.




























