Por Alzira Rodrigues
Em evolução constante desde 2024, as importações de autopeças chinesas atingiram participação de 27% em agosto, com compras da ordem de R$ 533 milhões, alta expressiva de 55,6% sobre o mesmo mês do ano passado (R$ 376 milhões).
No acumulado do ano as compras no país asiático já somam R$ 3,76 bilhões, crescimento de 31,1% sobre os primeiros oito meses de 2025 (R$ 2,88 bilhões) e participação, no acumulado, de 23,8%.
A China tem contribuído para o aumento das importações de autopeças, que é de 2,5% no ano, com total US$ 15,9 bilhões até agosto.
Como as exportações caíram 4,1%, para US$ 5,21 bilhões, o déficit comercial acumulado atinge US$ 10,7 bilhões, valor 6,1% maior do que o registrado no mesmo período de 2025, conforme relatório do Sindipeças publicado esta semana em seu site.
Em agosto, particularmente, houve crescimento tanto das exportações (US$ 707,9 milhões) quanto das importações (US$ 2,2 bilhões) em relação ao mesmo mês do ano passado, de 3,9% e 4,6%, respectivamente. O déficit do mês, de US$ 1,5 bilhão, cresceu 4,9% na mesma comparação.
“O crescimento do déficit reflete dinâmica assimétrica, com desaceleração das exportações e importações em trajetória de crescimento. Essa combinação amplia o hiato estrutural, resultado de economia doméstica sob restrição”, avalia o Sindipeças.
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A entidade, inclusive, alerta para o fato de que “juros elevados e crédito limitado pressionam investimentos em modernização de plantas produtoras de autopeças e competitividade das exportações”.
Segundo a entidade, as importações mostram padrão de concentração e substituição.
“Enquanto a origem chinesa acelera para crescimento de 31,1% no acumulado, fornecedores europeus convencionais sofrem retrações significativas: Suécia (-25,6%), França (-19,7%), Reino Unido (-19,3%). Esse padrão aponta para substituição de componentes tradicionais por alternativas chinesas ou redirecionamento estratégico de sourcing frente a dinâmicas tarifárias”.
No caso das exportações, verifica-se crescimento nos negócios com o México (+12,4% no acumulado) e Colômbia (+26,1%), enquanto outros destinos historicamente relevantes sofrem pressão. OS negócios com a Argentina, por exemplo, retraíram 21,4%, para R$ 1,64 bilhão até agosto.
Fonte: AutoIndústria




























