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Venda de caminhões acelera, mas encerra o 1º semestre 9% menor

Efeito temporário do Move Brasil faz Fenabrave revisar projeção do ano para baixo

02/07/2026

Por Décio Costa

O Move Brasil claramente tirou o mercado de caminhões das sucessivas quedas apresentadas desde o fim do ano passado e começo de deste. Conforme os dados de emplacamentos consolidados pela Fenabrave, em junho as vendas somaram 9.419 unidades, volume 14,9% superior ao de maio (8.200) e 13,5% maior em relação ao mesmo mês do anterior (8.299).

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Apesar da contribuição do programa, o volume acumulado do primeiro semestre chegou ao fim do período 9,4% menor, com 48.030 emplacamentos ante os 53.009 anotados um ano antes.

Move Brasil ajuda, mas não resolve

“Até agora as vendas foram impulsionadas pela primeira fase do programa e devem seguir em bom ritmo pelos próximos meses devido a segunda fase”, resumiu Arcelio Jr., presidente da Fenabrave, durante apresentação do balanço de vendas do primeiro semestre, na quinta-feira, 2.

Estimativa da federação, no entanto, dos R$ 21,2 bilhões alocados para a operacionalizar o Move Brasil 2, apenas R$ 2 bilhões destinados exclusivamente a caminhoneiros autônomos ainda não teriam sido inteiramente contratados. “O Move Brasil com certeza ajuda, mas não resolve”, observou.

Projeção revisada

Pelo efeito temporário, Tereza Fernandez, consultora econômica da Fenabrave, entende que com todas as entregas concluídas derivadas do programa, a demanda por caminhões volta ao ritmo de antes.

“Não dará tempo para recuperar”, decretou. “Depois, os preços das commodities em baixa não estimula apetite para novas compras e há muitos transportadores alavancados com financiamentos anteriores ou até mesmo em recuperação judicial.”

Diante do cenário, a Fenabrave revisou projeções das vendas de caminhões em 2026. Se em janeiro a federação estimativa alta de 3,5%, para 114.752 emplacamentos, agora calcula queda de 7,8% com 102.245 unidades negociadas.

Fonte: AutoIndústria

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