Por George Guimarães
Os licenciamentos de veículos eletrificados estão crescendo em ritmo acelerado. Dos mais de 340 mil automóveis e comerciais leves vendidos no primeiro bimestre de 2026, 55,6 mil foram híbridos e elétricos, participação de 16,4%.
O crescimento das vendas de modelos menos ou não poluentes é comemorado por Igor Calvet, presidente da Anfavea, sobretudo porque se baseia muito na maior oferta de produtos produzidos aqui pelas associadas da entidade.
“Falávamos de participação média de 25% e chegamos a 35% no fim do ano passado de produtos nacionais. Agora eles já respondem por 43% do total negociado”, destacou o dirigente nesta sexta-feira, 6, durante balanço do setor no primeiro bimestre.
A participação dos carros brasileiros no segmento de eletrificados, porém, se dá quase que exclusivamente com híbridos plenos — plug-in e elétricos têm produção marginal ainda. Pelo menos no curtíssimo prazo, será essa a tecnologia a mais oferecida pelas montadoras com operações locais.
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“Veremos aumento consistente de eletrificados nacionais nos próximos meses, também por conta do início de produção de empresas que estão chegando”, enfatiza Calvet.
No primeiro bimestre, aponta a Anfavea, veículos com algum índice de eletrificação vendidos no mercado interno — nacionais e importados — representaram 16,3% dos licenciamentos. Já os modelos flex somaram 69,6%, enquanto os a diesel, 10,5% e os a gasolina, 3,6%.
Os híbridos contribuíram com quase 22,2 mil unidades, 6,5% do mercado total, e lideraram as vendas de novas tecnologias. Com 17 mil emplacamentos, os elétricos puros têm 5% dos licenciamentos, praticamente empatados com os híbridos plug-in, que detiveram 4,8% ou 16,4 mil unidades entregues aos clientes finais.
Fonte: AutoIndústria – Foto: Divulgação
























