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Quatro erros comuns na instalação de hélices e embreagens viscosas que podem danificar o motor

Falhas na montagem e na avaliação prévia das peças comprometem o sistema de arrefecimento e elevam o risco de superaquecimento e desgaste prematuro do motor

26/01/2026

A instalação inadequada de hélices e embreagens viscosas está entre as principais causas de falhas no sistema de arrefecimento de veículos comerciais e de passeio. Erros aparentemente simples durante a montagem podem resultar em vibração excessiva, perda de eficiência térmica, aumento do consumo de combustível e até danos irreversíveis ao motor.

Segundo a Modefer, líder nacional na fabricação de hélices e embreagens viscosas para veículos, a maior parte desses problemas está ligada à falta de atenção técnica no momento da instalação.

1) Utilizar peças fora das especificações do fabricante
Instalar hélices ou embreagens viscosas incompatíveis com o modelo do veículo compromete diretamente a refrigeração do motor. Diferenças de diâmetro, rotação ou capacidade de acoplamento alteram o fluxo de ar e geram sobrecarga térmica.

“O uso de componentes fora da aplicação correta interfere no equilíbrio do sistema e acelera o desgaste de peças vitais. Esse erro costuma gerar superaquecimento progressivo”, alerta Hermes Santos, CEO da Modefer.

2) Ignorar o alinhamento entre hélice e embreagem viscosa
O desalinhamento do conjunto gera esforços irregulares durante a rotação, afetando mancais (peças que sustentam e permitem o movimento de eixos e partes giratórias), rolamentos e o próprio motor. Esse problema tende a evoluir silenciosamente até causar falhas mais graves.

“Uma hélice desbalanceada ou mal alinhada compromete toda a dinâmica do sistema de arrefecimento, gerando vibrações constantes e esforços irregulares que se propagam por todo o conjunto mecânico. Se não for corrigido a tempo, esse tipo de falha afeta diretamente componentes como mancais e rolamentos, podendo até evoluir de forma silenciosa e causar danos mais severos ao motor, reduzindo significativamente a vida útil do sistema”, destaca Santos.

3) Instalar embreagens viscosas já comprometidas
Vazamentos de fluido viscoso (líquido usado para controlar a transmissão de força e a velocidade de rotação entre componentes) indicam perda do fluido de silicone (tipo específico de fluido viscoso), essencial para o funcionamento correto da peça. Mesmo uma hélice nova não compensa esse problema.

“Quando há perda desse fluido, a embreagem deixa de cumprir sua função. O resultado pode ser superaquecimento ou funcionamento irregular do motor”, afirma o CEO.

4) Deixar de testar o sistema após a instalação
Não realizar testes após a montagem impede a identificação precoce de ruídos, vibrações ou falhas de acoplamento. Esse descuido aumenta o risco de que pequenos erros evoluam para danos estruturais.

“O veículo sempre dá sinais antes de falhar, seja por meio de ruídos anormais, vibrações excessivas ou alterações no desempenho do sistema. Ignorar esses indícios após a instalação é assumir um risco desnecessário e potencialmente caro, já que pequenos ajustes ou correções preventivas podem evitar falhas mecânicas graves, paradas inesperadas e custos elevados de manutenção”, conclui Hermes Santos.

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