Segundo balanço da Anfavea divulgado na quinta-feira, 7, a produção de veículos pesados cresceu em julho e no acumulado do primeiro semestre. No entanto, a boa fase não deve durar e a Anfavea prevê queda nos próximos meses com resultado negativo no final do ano.
Entre janeiro a julho, o Brasil produziu 78,4 mil caminhões, crescimento de 2,8% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Enquanto os ônibus cresceram 10%, com 18,6 mil unidades.
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Produção de caminhões e ônibus sobe em julho
Em julho, foram produzidos 12,1 mil caminhões e 2,9 mil ônibus. Em relação ao mês anterior, isso representa um leve aumento de 6,8% na produção de caminhões e 4,3% de ônibus, condicionado aos três dias úteis a mais do mês. “Sem esses dias a mais nós não teríamos essa estabilidade, teríamos provavelmente uma queda”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
Ele chamou atenção para segundo semestre que deve ser de retração. A Anfavea revisou a sua projeção para 2025 e ficou mais pessimista. A nova projeção para o ano é de menos 0,2% na produção de veículos pesados e menos 5,1% nos emplacamentos da categoria.
A boa notícia é que a exportação de veículos pesados projetada é de 33,5 mil unidades, um aumento de 47,5%, considerado “robusto” pelo presidente da Anfavea. O principal destino é a Argentina.
Taxa de juros impacta vendas
O presidente da Anfavea reclamou do impacto da alta taxa de juros no setor de veículos pesados.
“Isso é muito importante para a Anfavea. Temos que trabalhar muito no segundo semestre para tentar reverter a tendência negativa no mercado de caminhões, sobretudo. Os caminhões até 9 toneladas têm tido ainda uma venda, mas os pesados e extra pesados, que representam 45% do mercado, têm sofrido bastante por causa dessa variável de juros.”
Emplacamentos de veículos pesados
No primeiro semestre, o Brasil emplacou 65,4 mil caminhões, queda de 4,1% em relação ao ano de 2024 (68,1 mil emplacamentos). Enquanto os ônibus emplacados foram 14 mil, um aumento de 23,5%.
Em julho, foram emplacados 10,6 mil caminhões e 2,4 mil ônibus, o que representa cerca de 20% a mais do que os emplacamentos de junho.
No comparativo entre julho de 2025 e julho de 2024, o emplacamento de caminhões caiu 6,1% e o de ônibus caiu 4,4%.
“Embora tenha um crescimento de um mês para outro por causa dos três dias úteis a mais, quando olhamos para o acumulado (janeiro a julho), o que temos é que a retração claramente permanece. Tenho feito esse alerta e reforço que a retração está claramente consolidada e é preciso atuar sobre isso”, alertou Calvet.
Fonte: Automotive Business