“Qualquer associação de classe será tão forte quanto os seus membros queiram fazê-la.”

Plano da Renault prevê vender mais de 2 milhões de carros e 14 novos modelos até 2030

Montadora francesa quer se fortalecer na Europa e usar de hubs na América Latina e Índia para alavancar expansão

13/03/2026

Ainda conceito, SUV Bridger é um dos futuros produtos do plano estratégico da Renault

Sai Renaulution, entra futuREady. Esse é o novo nome (assim mesmo, com “R” e “E” maiúsculos no meio da palavra) do plano global de crescimento da Renault até 2030.

A nova estratégia da fabricante francesa aposta no fortalecimento do portfólio da marca na Europa e na expansão em mercados estratégicos internacionais. Além de ampliação da eletrificação na gama de produtos e do lançamento de 14 carros até o fim da década.

Como é o novo plano estratégico da Renault

Dentro deste plano, a Renault pretende comercializar mais de 2 milhões de veículos até 2030. Metade deste volume, segundo a empresa, seria fruto de operações fora da Europa.

Durante a apresentação de seu planejamento, a Renault reforçou os números além dos seus domínios. Em 2025, a Renault vendeu 620 mil veículos fora da Europa, alta de 11% em comparação com 2024.

Com isso, a marca diz que se prepara para acelerar uma ofensiva para explorar cinco hubs internacionais os quais considera “potenciais”: Marrocos, Turquia, América Latina, Coreia do Sul e Índia.

Para estes mercados, a Renault planeja lançar 14 novos carros até 2030. O foco será principalmente nos hubs da América Latina, Coreia e Índia, devido à expertise industrial e comercial dessas regiões.

“Juntos, estes mercados representam um potencial equivalente ao da Europa”, afirma o comunicado da Renault.

Índia é mercado estratégico

A fabricante diz que pretende seguir com o desenvolvimento de veículos globais nestas regiões – o SUV médio Boreal é um exemplo recente. Para tal, a empresa vai se valer da plataforma Geely Electric Architecture (GEA).

A arquitetura da montadora chinesa parceira da Renault serve a veículos a combustão, híbridos ou elétricos. E será usada nas fábricas do grupo francês instaladas no Brasil e na Coreia do Sul.

Por aqui, inclusive, a Geely adquiriu parte das operações locais da Renault. E no segundo semestre vai começar a montar em São José dos Pinhais (PR) o híbrido EX5 e o elétrico EX2.

Um mercado estratégico nos novos planos da Renault é a Índia. A montadora enxerga uma demanda forte no país por veículos eletrificados e SUVs. E projeta quatro novos modelos para lá, inclusive elétricos e híbridos, até 2030.

“A Índia vai se tornar um polo mundial de produção e abastecimento para a marca, tanto para seu mercado doméstico como para vários outros países”.

Novo SUV é espécie de mini-Duster

Renault Bridger é um dos novos produtos do plano estratégico da marca
Bridger é menor que Duster e Kardian

Um desses novos produtos será o Bridger, que acaba de ser revelado, ainda como conceito. O SUV compacto tem aparência robusta como a do Duster, com menos de 4 metros de comprimento e vão livre do solo de 20 cm.

Ele será produzido sobre a plataforma RGMP Small (novo nome da arquitetura Renault Group Modular Platform) e comercializado com motorização a combustão, híbrida ou elétrica. O primeiro país a receber o SUV será a Índia, no fim de 2027.

A ideia é que esse SUV compacto seja produzido em outros hubs e vendido em diferentes mercados fora da Europa. O Brasil seria um deles?

Difícil dizer. A plataforma RGMP é a mesma do Kardian feito no Paraná. Contudo, o Bridger é menor no comprimento que o atual SUV de entrada da Renault aqui, o que poderia estragar a estratégia de vendas dos dois carros.

Eletrificação ambiciosa

A eletrificação da gama, obviamente, é um dos pilares do futuREady. Dentro do novo plano da Renault está a a manutenção da linha full hybrid E-Tech na Europa após 2030 – faz parte desta família o SUV Koleos, recentemente apresentado aqui.

Já os elétricos da nova arquitetura elétrica RGEV Medium 2.0, que vai servir a veículos para os segmentos C (médios) e D (médio-grandes) na Europa. Segundo a Renault, a plataforma pode acomodar diferentes tipos de carrocerias de veículos.

A RGEV Medium 2.0 prevê três configurações. Uma 100% elétrica, com autonomia de até 750 km (ciclo europeu WLTP). Outra terá tração 4×4 e capacidade de reboque de até 2 toneladas. Além da elétrica com extensor de autonomia – tal qual o Leapmotor C10 REEV.

“A Renault tem a ambição de realizar 100% de suas vendas com modelos eletrificados na Europa e 50% com modelos eletrificados fora da Europa, mantendo uma rentabilidade robusta e perene”, afirmou Fabrice Cambolive.

Fonte: Automotive Business

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