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Óleo lubrificante: 10 mitos e verdades que estão encurtando (ou salvando) a vida do motor

Especialista explica o que é fato e o que é crença popular sobre viscosidade, intervalo de troca, borra e desempenho

22/05/2026

Escolher o óleo lubrificante ainda é uma decisão cercada de dúvidas, recomendações informais e “dicas” de mecânico para mecânico. Mas nem tudo o que se ouve na oficina ou nas redes sociais é verdade. Segundo Wellington Santos, especialista em tecnologia de produto da Castrol, boa parte dos problemas de desgaste prematuro está ligada à desinformação.

“O óleo é um componente de engenharia. Ele é formulado com óleos básicos, pacote de aditivos e focados em especificações técnicas da indústria e de montadoras. Não é tudo igual e não pode ser escolhido apenas pelo preço”, afirma o especialista.

A seguir, ele comenta cinco mitos e cinco verdades sobre óleos lubrificantes automotivos.

5 mitos sobre óleo lubrificante
  • “Óleo mais grosso protege mais o motor”MITO

A viscosidade correta é aquela indicada pela montadora. Um óleo mais espesso do que o recomendado pode demorar mais para circular principalmente na partida, aumentando o desgaste justamente no momento mais crítico.

“A viscosidade não é sinônimo de proteção extra. Se o motor foi projetado para 5W-30, usar 20W-50 pode prejudicar circulação, desempenho, consumo de combustível e emissões”, explica Wellington.

O primeiro número (antes do “W”) indica a viscosidade do lubrificante a frio; o segundo, a viscosidade em alta temperatura. Cada motor é projetado para operar dentro de uma faixa específica.

  • “Se o carro roda pouco, não precisa trocar o óleo”: MITO

Mesmo parado, o óleo sofre degradação química. Oxidação, absorção de umidade e contaminação por combustível podem comprometer sua eficiência. Trajetos curtos, inclusive, são considerados uso severo, porque o motor muitas vezes não atinge temperatura ideal por tempo suficiente, favorecendo formação de depósitos.

Produtos com foco em limpeza, por exemplo, são formulados para combater as três principais causas da borra, que são calor, poluentes e viagens curtas, ajudando a manter o motor mais limpo ao longo do tempo.

  • “Todo óleo sintético é igual”: MITO

Além do tipo de base (mineral, semissintética ou sintética), o diferencial está no pacote de aditivos e na tecnologia embarcada. Existem linhas 100% sintéticas desenvolvidas para motores modernos e de alta exigência, assim como Castrol EDGE, voltadas para resistência sob pressão elevada e redução de atrito em situações de alta carga e temperatura.

“A informação da base sintética no rótulo é só uma parte do perfil do produto. É preciso observar também as normas como SAE, API e ACEA, além das especificações dos fabricantes de veículos que são classificações técnicas que indicam o nível de desempenho e qualidade dos óleos lubrificantes para motores.”, destaca Wellington.

  • “Óleo escuro significa que ele perdeu a validade”: MITO

O escurecimento pode indicar que o óleo está cumprindo sua função de limpeza, mantendo partículas em suspensão até a troca. Lubrificantes com detergentes e dispersantes são formulados justamente para evitar que resíduos, tais como os oriundos da queima de combustível se depositem nas superfícies internas do motor. A cor, sozinha, não é parâmetro técnico confiável.

  • “Posso completar com qualquer óleo, se for da mesma viscosidade”: MITO PARCIAL

Mesmo que a viscosidade seja igual, as formulações podem ter aditivos diferentes e atender a normas distintas.

“Em emergências, é possível completar com óleo da mesma especificação. Mas o ideal é manter o produto até a troca para preservar a performance original da formulação”, orienta Wellington.

5 verdades sobre óleo lubrificante
  • “A maior parte do desgaste ocorre na partida”: VERDADE

Cerca de 75% do desgaste do motor acontece no momento da partida, quando o óleo ainda não circulou completamente. Em trânsito urbano com anda-e-para constante, esse ciclo crítico se repete diversas vezes ao dia.

Por isso, existem tecnologias desenvolvidas especificamente para proteger nesse momento. A linha Castrol MAGNATEC tem uma tecnologia que adere às superfícies metálicas, formando uma camada protetora mesmo com o motor desligado, o que ajuda a reduzir o desgaste em até 50%.

  • “Óleo influencia no consumo de combustível”: VERDADE

Menos atrito significa menos perda de energia. Lubrificantes formulados para reduzir atrito podem contribuir para melhor eficiência do motor.

“Quando há menos contato metal-metal, o motor trabalha de forma mais eficiente. Isso pode refletir em economia de combustível, dependendo do veículo e das condições de uso”, afirma Wellington.

  • “Normas técnicas são tão importantes quanto a marca”: VERDADE

Siglas como API, ILSAC ou ACEA indicam padrões de desempenho mínimos exigidos pela indústria. Além disso, montadoras possuem especificações próprias. Usar um óleo fora dessas exigências pode afetar emissões, durabilidade e até garantia do veículo. Vale ressaltar a importância do trabalho da ANP – Agência Nacional de Pétroleo, Gás e Biocombustível, na regulação de lubrificantes no país e no seu programa de monitoramento da qualidade no mercado.

  • “Borra pode comprometer seriamente o motor”: VERDADE

A borra é resultado de oxidação, calor excessivo, contaminação e trajetos curtos frequentes. Ela pode prejudicar a circulação do óleo e comprometer a lubrificação. Produtos formulados com foco em limpeza, como os da linha Castrol GTX, atuam removendo depósitos, mantendo partículas suspensas e ajudando a prevenir novos acúmulos.

  • “Uso urbano é considerado uso severo”: VERDADE

Trânsito intenso, partidas frequentes, motor operando pouco tempo na temperatura ideal e variações térmicas constantes caracterizam uso severo. Hoje, a maioria dos motoristas vive em condição severa sem perceber. Isso reforça a importância de seguir o manual e escolher um lubrificante adequado à rotina de uso, considerando a recomendação do intervalo de troca com base na severidade mencionada.

“O óleo lubrificante não é apenas um fluido, mas sim parte estrutural da engenharia do motor. Ele controla atrito, ajuda na limpeza interna, contribui para a eficiência térmica, durabilidade, economia de combustível e emissões mais limpas”, conclui o técnico da Castrol.

Para saber qual o óleo indicado para o seu carro, acesse o Buscador Inteligente Castrol®, digite a placa do seu carro e obtenha as informações necessárias para a escolha correta do produto. A troca de óleo deve ser sempre realizada de forma segura e adequada.

Sobre a bp/Castrol

Empresa do grupo bp, há mais de 125 anos a marca Castrol é sinônimo de qualidade e vanguarda em lubrificantes para todas as aplicações. Fundada na Inglaterra, a empresa acompanhou o nascimento da indústria automobilística, adiantando-se às suas necessidades, produzindo lubrificantes de qualidade premium para todos os tipos de motores de veículos. Presente no Brasil desde 1957, a Castrol tem seu escritório administrativo em São Paulo e presença em todo o Brasil por meio de seus distribuidores. SAC Castrol: 0800 7040720. A bp está presente no Brasil há mais de 50 anos e atua nos segmentos de exploração de petróleo e gás natural, no fornecimento de gás, produção de biocombustíveis e bioenergia, por meio da bp bioenergy, fornecimento de combustível para aviação e marítimo, lubrificantes por meio da Castrol, comercialização de energia e combustíveis, energia solar (Lightsource bp), além de atuar via joint-ventures em geração termoelétrica (GNA), tancagem e logística de combustíveis (Opla), e distribuição de combustíveis marítimo (Efen).

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