Com o avanço da tecnologia automotiva, os sensores de ABS (Sistema de Freios Antibloqueio) tornaram-se parte de um conjunto mais amplo de sistemas de assistência à condução, como controle de cruzeiro, estabilidade, tração, controle de descida de rampa, transmissões automáticas e painéis de instrumentos, fornecendo dados fundamentais ao funcionamento integrado do veículo. A fim de garantir seu pleno desempenho, a NTK, marca da Niterra, multinacional japonesa também responsável pela NGK e referência em componentes para sistemas de ignição, elenca sinais que podem indicar problemas na performance e orienta como lidar com cada situação.
- Luz do ABS acesa no painel – pode ser consequência de defeito no sensor, falha no chicote elétrico, pane na central do ABS ou sujeira na roda fônica. A correção inclui diagnóstico com scanner, reparo ou troca do sensor, limpeza e, se preciso, substituição da central do ABS.
- Leitura incorreta ou ausência de leitura de velocidade da roda – pode ser resultado de sensor danificado ou desalinhado, roda fônica empenada ou com dentes quebrados e, em sensores Hall, de rolamento com anel magnético defeituoso. A correção envolve verificar o alinhamento do sensor, substituir a roda fônica ou o rolamento e garantir a montagem correta do sensor e suportes.
- Atuação incorreta do ABS (trepidação fora de frenagens bruscas) – ocorre quando o sensor envia leituras erradas por conta de sujeira na roda fônica, dano no rolamento magnetizado ou mau contato no chicote elétrico, fazendo o sistema interpretar falsamente risco de travamento. Para resolver, é preciso usar um scanner automotivo e osciloscópio a fim de confirmar se a falha vem do sensor, da roda fônica/rolamento ou do chicote.
- Falha após manutenção ou substituição de peças – surge em casos de montagem incorreta do rolamento, escolha de peça inadequada ou aperto com torque fora da especificação, comprometendo o alinhamento do sensor. É preciso realizar a substituição seguindo o catálogo de aplicação, limpando a área e aplicando o torque recomendado para manter o alinhamento correto do sensor.
- Problemas após acidentes ou contato com água – resulta de danos mecânicos ou elétricos provocados pelo impacto, além de infiltração que pode oxidar conectores e distorcer o sinal. Adote medidas preventivas, como evitar jatos de alta pressão nos sensores, inspecionar cabos após impactos ou contato com água e realizar serviços apenas com profissionais qualificados.
Identificação de problemas e procedimentos de troca
O diagnóstico eficiente do sistema ABS é realizado com scanner automotivo e, em alguns casos, com teste de rodagem, sendo fundamental compreender os dois tipos principais de sensores. O sensor indutivo gera sinal analógico e exige verificação da resistência, do sinal e das condições da roda fônica, enquanto o sensor Hall produz sinal digital e demanda testes de alimentação, análise do sinal e inspeção dos rolamentos magnetizados.
“Além dos sensores, danos no chicote elétrico são frequentes, muitas vezes causados por animais ou acidentes. Entre as causas comuns de falha também estão infiltração de água, falhas de alimentação elétrica, montagem incorreta de rolamentos e impactos decorrentes de acidentes. Por isso é essencial realizar manutenção com a frequência adequada, sempre conduzida por profissionais treinados”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra.
Quando a troca de um sensor se faz necessária, é importante seguir etapas fundamentais: diagnóstico preciso, utilização da peça correta consultando o catálogo atualizado, limpeza antes da instalação, aplicação do torque adequado e teste de rodagem. Alguns modelos ainda exigem o procedimento de apresentação do sensor via scanner.
Sobre a Niterra
A multinacional NGK SPARK PLUG entrou em um processo de expansão e passou a se chamar Niterra Co., Ltd. Fundada em 1936, em Nagoia, no Japão, é a maior fabricante e especialista mundial em velas de ignição, com forte presença em todos os continentes. No Brasil, a empresa atua há 66 anos, conta com cerca de 1.300 funcionários e possui uma fábrica com 625 mil m² em Mogi das Cruzes (SP). Em 2023, a companhia passou a se chamar oficialmente Niterra – a combinação das palavras latinas niteo e terra, que significam, respectivamente, “brilhar” e “planeta terra”. Trata-se de um marco na história do grupo o novo nome, que expressa o comprometimento em contribuir para uma sociedade mais ambientalmente sustentável e um planeta mais brilhante, bem como reflete tanto a jornada da empresa pela expansão contínua de seu portfólio de negócios quanto as transformações em curso na indústria automotiva, conforme o Plano de Gestão de Longo Prazo NGK SPARK PLUG 2030, que estabelece a direção da organização em cinco diferentes segmentos: Mobilidade, Medicina, Meio Ambiente & Energia, Comunicações, e Agronegócio. As marcas NGK e NTK (componentes automotivos) foram mantidas para ambos os negócios. Para mais informações, acesse http://www.ngkntk.com.br/.