Por Fernando Miragaya
A vida para quem tenta um lugar ao sol no mercado de SUVs médios não é nada fácil. A Volkswagen sabe disso e atualizou o Taos em uma segunda tentativa de tentar dias melhores em um segmento com muitas boas opções e dominado por Jeep e Toyota.
Automotive Business foi conhecer o novo Volkswagen Taos, que na linha 2026 foi reestilizado, recebeu novos equipamentos e câmbio de oito marchas. Aliás, foi finalmente dirigir o SUV, já que o carro tem sido apresentado à exaustão desde outubro de 2025 – mas as vendas só começaram na primeira semana de fevereiro.
E como anda o novo Volkswagen Taos?

Bem, deixemos de conversa fiada e vamos ao que interessa: o que esperar ao volante do novo Volkswagen Taos, agora feito na planta de Puebla, no México? AB teve o primeiro contato em um curto test drive pela zona oeste do Rio de Janeiro (RJ).
Mesmo com a discreta alteração mecânica, fica evidente que a marca alemã segue como argumento principal para o modelo o conforto e espaço interno. Isso porque, no desempenho, o Taos 2026 pouco mudou.
O motor 1.4 turbo da família TSI de 150 cv é conhecido de outros VW, mas no Taos ele continua com aquele comportamento mais “burocrático”. A adoção do novo câmbio automático de oito marchas reforça isso.
Se você pisar forte, obviamente o motor turbinado responde. Só que sem aquela pegada mais bruta a qual estamos habituados em um carro da Volks. Mesmo assim, segundo a fabricante, o 0-100 km/h com etanol é feito em 9 segundos – melhor que Compass e Corolla Cross.
Contudo, se você andar normal, vai perceber que a nova caixa AQ300-8F, fornecida pela Aisin, entrega um comportamento mais linear. Segundo a engenharia da montadora, as relações foram melhoradas da primeira à oitava – e essa última não é um overdrive.
Essa calibragem fica perceptível porque o novo Volkswagen Taos 2026 tem um comportamento linear e confortável. Sem aqueles pequenos trancos que o câmbio de seis velocidades pontuava mais.
SUV médio esbanja conforto

Para o motorista a posição de dirigir agrada e sobra espaço para todos os ocupantes. Na traseira, há folgas para pernas e joelhos de três adultos, mas a base do assento poderia ser um pouco mais comprida.
A suspensão continua um ponto crítico. O Taos 2026 não apresenta aquela pegada mais firme típica dos VW – na real, está mais para um Corolla Cross.
O jogo McPherson na frente tem calibragem suave, e o carro balança muito na dianteira. A traseira multibraço é melhor resolvida, mas também sacoleja.
Mudanças discretas por dentro

O porta-malas com seus 498 litros continua como um dos maiores da categoria. O acabamento interno passou por discretas mudanças e a central VW Play de 10” agora é destacada do painel.
Mas, dentro do segmento de SUVs médios, o novo Volkswagen Taos ainda deve em design e uso maior de materiais com melhores texturas – especialmente para os passageiros de trás.
Nos equipamentos, além da multimídia, do conjunto ótico dianteiro IQ.Light e da marca iluminada na traseira, o novo Volkswagen Taos agora tem centralizador de faixa.
Também ganhou o Emergency Assist, que mede as reações do motorista ao volante e dá sinais: primeiro, alerta no painel, depois vibração no volante e, em casos extremos, desaceleração automática até a parada completa do veículo.
Desafio do Taos 2026 é empolgar nas vendas

Com isso, o Taos 2026 mantém seu bom recheio, algo primordial para tentar a sorte na categoria dos SUVs médios. Mas o que não é garantia de sucesso comercial.
Em 2024, o SUV, ainda feito na Argentina, emplacou quase 13 mil unidades no acumulado. Ficou bem atrás de Jeep Compass (61.255), Toyota Corolla Cross (59.674), da gama BYD Song (Pro e Plus somaram 42.181), Caoa Chery Tiggo 7 (38.438) e GWM Haval H6 (31.964).
E veja que o novo Volkswagen Taos tem preços bastante competitivos em relação ao segmento. Começa em R$ 199.990 na Comfortline e chega a R$ 209.990, na Highline.
A questão é que nessa faixa de preço tem muita, mas muita, opção. Não só dos rivais citados (inclusive os chineses híbridos e os recém-lançados Renault Boreal e Omoda 7), mas também modelos elétricos, como o Leapmotor C10. A vida segue nada fácil para o Taos 2026.
Fonte: Automotive Business


































