O mercado de caminhões movidos a gás natural segue em expansão e, além de movimentar as vendas das montadoras, também proporciona negócios para fornecedores no país, como é o caso da Convergas, que passou a nacionalizar componentes para atender a uma demanda que só cresce na esteira do lançamento de modelos cujos motores aceitam esse tipo de combustível.
“Pela primeira vez as montadoras de pesados estão produzindo aqui veículos movidos a gás natural. Se a gente olhar três anos atrás, não se conseguia fazer uma rota São Paulo-Minas, por exemplo, porque não tinha posto com gás natural”, disse André Bermudo, diretor de vendas e negócios da empresa de sistemas de combustíveis alternativos para veículos médios e pesados.
A Scania é uma das empresas que têm investido em modelos movidos a GNV e biometano, que minimizam as emissões. A Iveco também integra esse grupo ao lado da Volkswagen Caminhões.
A infraestrutura de abastecimento acompanha o mercado que só cresce, com postos sendo instalados em pontos estratégicos para o segmento de caminhões. Segundo Bermudo, antes dessa ampliação, não havia uma rede de distribuição de gás natural que atendesse às necessidades da categoria de pesados, mas hoje o setor está mais preparado.
A expectativa da empresa é de avanço ao longo dos próximos anos, principalmente impulsionada por investimentos no biometano, o combustível 100% renovável que aparece como uma tecnologia ainda mais eficaz quando o assunto é transporte sustentável.
Bermudo explica que o Brasil também vem investindo no biometano com usinas de produção instaladas por todo o país, sendo uma opção com ainda mais potencial de crescimento entre o segmento de caminhões.
“O Brasil tem uma oportunidade muito grande na mão em explorar mais as nossas riquezas e trazer para mesa um cenário de inovação e de desenvolvimento de sustentabilidade atrelado à comunidade. O biometano entra muito forte nessa questão”, contou o executivo.
Para ele, o futuro contará com um desenvolvimento ainda maior não só do gás natural e do biometano, mas também do hidrogênio verde, que também tem potencial para auxiliar a descarbonizar a indústria de pesados.
“Nós acreditamos que o gás natural e o biometano vão tomar uma proporção gigantesca no país nos próximos cinco a dez anos. E depois vamos passar para o hidrogênio, que vem através de um hidrogênio verde, que já estamos falando muito sobre esse tema”, comentou.
Fonte: Automotive Business
























