“Qualquer associação de classe será tão forte quanto os seus membros queiram fazê-la.”

Manutenção preventiva evita prejuízos de milhares de reais aos motoristas

Com o aumento do custo de manutenção e o envelhecimento da frota brasileira, especialistas defendem que a manutenção preventiva é uma das principais estratégias para reduzir despesas no longo prazo

06/08/2026

Em um cenário de inflação sobre serviços automotivos e de envelhecimento da frota brasileira, muitos motoristas têm adiado a manutenção preventiva na tentativa de reduzir despesas. O problema é que essa economia imediata costuma resultar em gastos muito maiores no futuro, já que a substituição tardia de componentes simples pode comprometer sistemas inteiros do veículo.

A preocupação acompanha um mercado que segue aquecido. O setor brasileiro de reposição automotiva movimenta cerca de R$ 120 bilhões por ano, impulsionado justamente pela necessidade crescente de manutenção de veículos que permanecem mais tempo em circulação.

Para a AutoZone Brasil, líder no mercado mundial de autopeças, a lógica da manutenção preventiva deve ser encarada como uma estratégia de educação financeira. Pequenas intervenções realizadas no momento correto ajudam a evitar reparos de alto valor, reduzem o risco de panes inesperadas e prolongam a vida útil dos principais componentes do automóvel.

“Muitos consumidores avaliam apenas o preço da peça e acabam adiando uma troca necessária. O que pouca gente considera é que um componente relativamente barato pode proteger sistemas cujo reparo custa dezenas de vezes mais. Quando falamos em manutenção preventiva, estamos falando também de economia e planejamento financeiro”, afirma o porta-voz da AutoZone Brasil.

Entre os itens que merecem atenção estão:

  • Filtro de óleo: protege o motor contra desgaste prematuro. Quando não é substituído no prazo, pode comprometer a lubrificação e gerar danos de alto custo.
  • Filtros de ar e de combustível: garantem o bom funcionamento do motor e do sistema de injeção eletrônica. Filtros saturados aumentam o consumo de combustível e podem provocar desgaste de componentes mais caros.
  • Pastilhas de freio: estão entre os principais itens de segurança do veículo. Quando utilizadas além do limite de desgaste, podem danificar os discos de freio e elevar significativamente o valor da manutenção.
  • Velas de ignição: influenciam diretamente o desempenho do motor e o consumo de combustível. O desgaste também pode sobrecarregar bobinas e outros componentes do sistema de ignição.
  • Correia de acessórios: seu rompimento pode deixar o veículo parado e, em alguns modelos, provocar danos em outros sistemas, aumentando o custo do reparo.
  • Palhetas do limpador de para-brisa: apesar do baixo custo, garantem visibilidade em dias de chuva e evitam riscos permanentes no vidro.
  • Fluido de freio: perde eficiência com o tempo. A troca periódica preserva o sistema de frenagem e contribui para a segurança do veículo.
  • Aditivo do sistema de arrefecimento: protege o motor contra corrosão e superaquecimento. A falta de manutenção pode resultar em falhas mecânicas graves.

Além da troca preventiva, a AutoZone alerta para a importância de utilizar peças de qualidade e com procedência comprovada. O Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), inclusive, lançou recentemente um guia para orientar consumidores sobre a compra segura de autopeças, especialmente pela internet. Ele está disponível gratuitamente no site do IQA: Link  

Com uma frota nacional cada vez mais envelhecida e consumidores buscando maneiras de equilibrar o orçamento, especialistas acreditam que a manutenção preventiva deixará de ser apenas uma recomendação técnica para se consolidar como uma importante ferramenta de gestão financeira para quem depende do automóvel no dia a dia.

Informes