A insegurança pública já se transformou em um custo relevante para as empresas do comércio paulista. Sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com 500 empresas mostra que 52% dos negócios destinam recursos a medidas de segurança. Entre as empresas consultadas, 38% foram afetadas nos últimos 12 meses por problemas relacionados à segurança pública – 12% diretamente, 15% por ocorrências no entorno e 11% indiretamente. Para 54% das empresas afetadas, o principal impacto foi o aumento dos gastos com segurança, enquanto 24,8% registraram redução no fluxo de consumidores. Acesse o estudo!
A percepção de insegurança também altera o comportamento de empresas e consumidores. Apenas 44,2% dos empresários consideram seguro o ambiente no entorno de seus negócios. Entre os consumidores, 9,6% reduziram significativamente o fluxo, 12,6% passaram a evitar determinados horários ou dias e 12,8% demonstraram maior preferência por compras online ou delivery.
Furtos e roubos aparecem como as principais preocupações dos empresários, citados por 63,4% dos entrevistados, seguidos pelo crime digital, apontado por 55%. A pesquisa também revela preocupação com extorsão, ameaça ou crime organizado. Entre as empresas que sofreram ocorrências, a sensação de impunidade foi apontada como uma das principais dificuldades após o crime, ao lado da burocracia no registro da ocorrência. A percepção de insegurança também pesa sobre o mercado de trabalho e afeta a contratação e retenção de empregados.
Diante desse cenário, os empresários defendem várias medidas: reforço do policiamento, combate ao crime organizado e às facções, maior rigor na punição aos crimes de receptação, integração entre órgãos públicos, endurecimento das penas e ampliação do uso de tecnologia, câmeras, dados e inteligência. A redução da maioridade penal também encontra apoio entre os a maioria absoluta dos entrevistados.
Para a FecomercioSP, os resultados mostram que segurança pública deixou de ser apenas uma questão de proteção patrimonial e passou a afetar custos, consumo, emprego, funcionamento e decisões de investimento das empresas.
• Sondagem: Segurança pública na cidade de São Paulo em 2026
Fonte: FecomercioSP

























