Por André Barros
As importações representaram, em 2025, 18,5% do total dos emplacamentos do mercado brasileiro. Das 2 milhões 690 mil unidades comercializadas em todo o mercado, 2,1% acima do volume do ano anterior, 497,8 mil foram produzidas fora do País, um avanço de 6,7%.
O que mais chamou a atenção do presidente da Anfavea, Igor Calvet, foi o crescimento de carros importados de países com os quais o Brasil não mantém acordo comercial bilateral: foram 50,2% do total no ano passado, superando pela primeira vez em muitos anos o volume anual de importações de mercados onde há intercâmbio comercial estabelecido. Em 2024 o porcentual foi 38,4%.
“É o maior volume de importação em dez anos e a curva segue ascendente desde 2020, acentuando na virada de 2022 para 2023”, disse Calvet. “As importações de fora do Mercosul e do México já são maioria. Só da China foi 37,7% do total.”
No ano passado vieram da China 187,3 mil veículos, 55,6% acima do volume de 2024. O país só foi superado pela Argentina, tradicional parceiro comercial do Brasil, que enviou 200,3 mi, unidades, recuo de 10,8%.
Com a nacionalização da produção, ainda que neste início em CKD e SKD, de BYD e GWM, que já estão em operação, a tendência é que este crescimento pare ou até mesmo seja interrompido. Calvet destacou, também, que a balança comercial seguiu superavitária, pois o Brasil exportou quase 30 mil unidades a mais do que importou no ano passado.
Fonte: AutoData

































