Por Caio Bednarski
Depois de somar 503,7 mil veículos eletrificados na frota circulante em julho, de acordo com dados da ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o Brasil caminha para alcançar importante marco no ano que vem: superar 1 milhão de veículos eletrificados em circulação.
É a projeção de Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, que espera uma frota de 600 mil a 650 mil unidades até dezembro. A projeção considera todos os tipos de veículos leves eletrificados, desde os MHEV, híbridos leves, que devem se popularizar no País, até os 100% elétricos.
Briganti disse que a tecnologia MHEV avançará para modelos de maior volume de vendas, o que impulsionará o crescimento dos eletrificados até o fim do ano que vem: “Hoje já temos a Fiat com o Pulse e o Fastback, mas outras marcas de volume também anunciarão os seus híbridos flex em breve, como a Volkswagen e a General Motors. Com iso as vendas terão um impulso maior daqui até o fim do ano que vem”.
A Peugeot, que faz parte da Stellantis, entrará na onda da eletrificação com seus dois modelos de maior volume de vendas no País, o 208 e o 2008, que serão renovados no começo de setembro e ganharão, pelo menos, uma versão híbrida flex cada um.
Mas não são apenas os modelos MHEV que puxarão os volumes de vendas, uma vez que outros modelos eletrificados mantêm bom ritmo de emplacamentos no País. É o caso dos Toyota Corolla e Corolla Cross, ambos HEV flex, toda a linha do GWM Haval H6, que tem versões HEV e PHEV, e diversos modelos da BYD como Dolphin, Dolphin Mini, King, Seal.
Chegando a 1 milhão de unidades eletrificadas circulando no País a participação na frota total será de 2,5%, sendo 0,7% modelos MHEV, 0,6% veículos HEV, 0,6% para os modelos PHEV e 0,5% para os elétricos.
Infraestrutura também avança
O número de eletropostos públicos instalados no País chegou a 12,1 mil em 2024 e deverá avançar cerca de 50% em 2025, chegando a 18 mil 450 unidades, de acordo com as projeções da ABVE. Neste ano, porém, o investimento será mais focado em carregadores rápidos, que levam menos tempo para carregar as baterias dos veículos, melhorando a qualidade do serviço oferecido aos usuários de veículos elétricos e híbridos plug-in, disse Ricardo Bastos, presidente da ABVE:
“Os carregadores rápidos e ultrarrápidos estão chegando com mais força agora porque demandam um investimento maior, uma frota maior. Em 2025 teremos um avanço muito grande na capacidade de recarga instalada no Brasil e mediremos este dado para mostrar a qualidade dos eletropostos que estão sendo inaugurados”.
Fonte: AutoData