Por Alzira Rodrigues
Com a volta da alíquota cheia de 35% para os carros eletrificados a partir de 1º de julho, o estoque de importados começou a sinalizar declínio na virada de meio do ano, mas os volumes ainda são elevados e equivalem a 4 meses e meio de vendas.
No total, os estoques caíram de 572 mil para 522 mil veículos, redução de 9%. No caso dos importados, a redução foi de 12%, de 409 mil para 360 mil unidades. Já o estoque de veículos leves nacionais praticamente se manteve estável, na faixa de 162 mil a 163 mil unidades.
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O total de carros importados ainda estocados nos pátios dos portos, das montadoras e das concessionárias supera o volume de modelos estrangeiros emplacados nos primeiros sete meses do ano, que foi de 344 mil veículos, conforme dados divulgados pela Anfavea na semana passada.
Os importadores, principalmente os chineses, aceleraram as compras lá fora no segundo trimestre deste ano para garantir o pagamento das alíquotas de 25% nos elétricos, de 28% nos híbridos plug-in e de 30% nos demais híbridos válidas até 30 de junho.
Com isso, os estoques beiraram os seis meses ao longo do primeiro semestre, fator decisivo para o aumento das promoções no varejo, com redução nos preços de tabela de modelos importados e também nacionais.
Volkswagen e Nissan, por exemplo, anunciaram redução de até R$ 10 mil nas linhas do T-Cross e Kicks, respectivamente.
Por ser o preferido das marcas chinesas, o segmento de SUV é o que mais está sendo afetado pela concorrência estrangeira. O assunto, inclusive, mereceu destaque na premiação dos fornecedores Volkswagen em junho, quando o presidente da montadora no Brasil, Ciro Possobom, mostrou tabela com os descontos médios praticados no mercado brasileiro em função da invasão dos chineses.
Fonte: AutoIndústria
























