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Emplacamentos de veículos se destacam em janeiro, mesmo com recuo na produção

Mercado interno soma 170,5 mil emplacamentos, mas ônibus e caminhões recuam. Eletrificados atingem 16,8% do total, com 35% de híbridos produzidos no Brasil, um recorde histórico

06/02/2026

O setor começou 2026 com desempenho estável no mercado interno, sustentado pelos emplacamentos de automóveis e comerciais leves. Em janeiro, foram licenciados 170,5 mil veículos no país, volume praticamente estável (-0,4%) em relação ao mesmo mês de 2025, mesmo com um dia útil a menos no calendário. Os automóveis, segmento de maior volume, registraram crescimento de 1,4% na comparação anual, enquanto os comerciais leves avançaram 3%, contribuindo para a manutenção dos volumes do mercado no início do ano.

Entre os veículos pesados, os emplacamentos apresentaram retração em janeiro. As vendas de ônibus recuaram 33,9% e as de caminhões, 31,5%. Apesar do resultado, o setor acompanha com otimismo a implementação do programa Move Brasil. Em um mês de lançamento do programa, o BNDES aprovou R$ 1,3 bilhão em financiamentos para renovação de frota, resultado que deve se refletir gradualmente nos emplacamentos de caminhões ao longo dos próximos meses.

Os veículos eletrificados responderam por 16,8% dos emplacamentos em janeiro, o maior percentual da série histórica. Desse total, 35% correspondem a veículos híbridos produzidos no Brasil, também um recorde de participação. “Esse resultado reforça a importância da produção local no processo de transição tecnológica e indica uma trajetória de crescimento ao longo de 2026”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

O desempenho dos automóveis de entrada inscritos no programa Carro Sustentável também contribuiu para o resultado do mercado interno. Desde o início da iniciativa, foram comercializadas 282 mil unidades desses modelos, volume 22,8% superior ao registrado no período anterior à isenção de IPI. O programa segue até o fim deste ano.

No mercado externo, as exportações de automóveis registraram queda de 18,3% em relação a janeiro de 2025, influenciadas principalmente pela retração de 5% nos embarques para a Argentina. “A Argentina teve papel importante no desempenho da nossa produção no ano passado. Vamos monitorar a evolução desse mercado e atuar para preservar as cadeias produtivas integradas entre os dois países”, afirmou o presidente da Anfavea.

Com a combinação de um mercado interno estável e menor volume de exportações, a produção de autoveículos totalizou 159,6 mil unidades em janeiro, queda de 12% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Vale destacar, no entanto, que janeiro de 2025 registrou um volume de produção atipicamente elevado para o período, o maior dos últimos seis anos, o que ampliou a base de comparação.

Fonte: Anfavea

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