Estudo realizado pela Acrefi, Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, em parceria com a Cox Automotive, mostrou que neste início de ano as vendas de veículos foram marcadas por maior seletividade no crédito e mudança no perfil das compras. Foram vistas mais decisões planejadas, com maior peso de compras corporativas e por locadoras, e menos do consumidor impulsivo.
Em sua vigésima-sétima edição o Auto Acrefi apontou que, com análise de risco mais rigorosa, o mercado tornou-se mais previsível, o que refletiu na variação de preços. Carros 0 KM registraram leve alta de 0,14% em janeiro, após queda de 0,25% em dezembro. Os seminovos, por sua vez, recuaram 0,63%, e os usados avançaram 0,44%, indicando migração de parte da demanda para valores mais acessíveis.
Neste contexto de maior estruturação e menor especulação veículos eletrificados destacam-se como um dos principais vetores de expansão, uma vez que os emplacamentos cresceram 66% em janeiro na comparação anual, movimento que contrasta com desempenho mais contido dos modelos a combustão.
Motos deixam de ser apenas opção de baixo custo
Quanto às motos, apesar do acréscimo de 17,4% nas vendas, para 178 mil unidades, recorde para o mês, os valores ficaram praticamente estáveis, com leve alta de 0,01% em janeiro após aumento de 0,63% em dezembro. Os modelos seminovos recuaram 0,05% e os usados avançaram 0,1%, indicando estabilidade com leve valorização nos modelos mais antigos.
Para Cíntia Falcão, diretora executiva da Acrefi, o crescimento do segmento está associado a fatores estruturais como juros elevados, busca por alternativas mais econômicas de transporte e expansão de atividades de entrega e serviços urbanos:
“As motocicletas deixaram de ser apenas alternativa de baixo custo e passaram a ocupar papel estratégico na mobilidade urbana e na geração de renda. Este movimento tende a permanecer consistente ao longo de 2026”.
Financiamentos seguem em alta em todo o País
No geral o Sudeste segue como principal polo do mercado automotivo nacional, concentrando maior volume de vendas, infraestrutura consolidada e diversidade de segmentos. No Nordeste, além do crescimento consistente nas vendas, investimentos industriais, como a instalação da BYD na Bahia, reforçam o potencial de expansão no médio prazo, ampliando a oferta e estimulando a cadeia local.
O Centro-Oeste, que representou cerca de 10,6% dos financiamentos de veículos no Brasil em 2025, mantém dinamismo sustentado pelo agronegócio e pela expansão da renda regional, com reflexo direto na demanda por veículos novos e comerciais leves.
No Sul, tradicionalmente uma das regiões mais fortes em emplacamentos, o mercado mantém protagonismo no cenário nacional. No Norte o varejo segue movimentado, especialmente nos segmentos de usados e motocicletas, enquanto a produção e os grandes investimentos permanecem mais concentrados no eixo Sul-Sudeste.
Fonte: AutoData




































