Toda entidade se apresenta ao mercado de alguma forma. Algumas com notas oficiais, outras com discursos cautelosos. A Aliança do Aftermarket Automotivo escolheu outro caminho: estreou com um congresso. E não em qualquer lugar. Foi na Automec, diante do próprio setor, no ambiente onde o aftermarket pulsa, negocia e se reconhece. Um batismo à altura do que pretende ser.
O congresso foi mais do que o primeiro grande evento da Aliança. Foi uma declaração de método. Em vez de encontros fechados ou discussões abstratas, a escolha foi por um debate aberto, plural e direto, colocando na mesa os temas que realmente atravessam o aftermarket hoje: transformação do mercado, pressão por eficiência, mudanças regulatórias, mão de obra, tecnologia e futuro do negócio. Sem rodeios. Sem discurso ensaiado.
Há algo revelador nesse gesto. O aftermarket brasileiro sempre foi grande em volume, capilaridade e relevância econômica — mas pequeno em articulação coletiva. O congresso na Automec mostra que isso começa a mudar. Ao reunir lideranças, entidades, empresários e especialistas em um mesmo espaço de reflexão, a Aliança sinaliza que o setor não quer mais apenas reagir aos movimentos do mercado. Quer antecipá-los.
O clima do congresso deixou isso claro. Menos celebração, mais consciência. Menos palco, mais conteúdo. O tom foi de quem entende que o setor atravessa uma inflexão histórica e que improviso já não dá conta. O aftermarket, que sempre resolveu problemas na prática, agora começa a estruturar pensamento estratégico em bloco.
Também houve um recado político — ainda que sem bandeiras explícitas. Ao ocupar espaço dentro da maior feira do setor, a Aliança mostrou que não pretende ser acessória nem decorativa. O congresso funcionou como vitrine de legitimidade: quem está ali, está comprometido com o futuro do aftermarket como setor organizado, representado e ouvido.
O primeiro grande evento da Aliança não resolveu todos os dilemas — nem era essa a intenção. Mas cumpriu algo ainda mais importante: criou um ponto de convergência. Um lugar onde o aftermarket se vê como sistema, e não apenas como soma de empresas. Onde interesses comuns começam a falar mais alto do que agendas isoladas.
Se toda história tem um capítulo inicial, o congresso da Aliança na Automec pode ser lido como esse momento fundador. Não pelo tamanho do palco, mas pela clareza do movimento. O aftermarket decidiu pensar junto. E, em mercados maduros, isso costuma ser o começo das transformações mais duradouras.
Formam a Aliança entidades que há décadas sustentam, organizam e defendem o setor:
ANDAP (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças),
ANFAPE (Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças Independentes),
ASDAP (Associação Sul-Brasileira dos Distribuidores de Autopeças),
CONAREM (Conselho Nacional de Retíficas de Motores),
SINCOPEÇAS Brasil (Sindicato Nacional do Comércio de Autopeças)
e SINDIREPA Brasil (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios).
E você, como avalia esse primeiro passo da Aliança do Aftermarket Automotivo? O congresso inaugura uma nova fase de articulação do setor? O Movenews segue acompanhando — e abre espaço para o debate.
Fonte: Move News


































