Por Alzira Rodrigues
A participação da China nas importações de autopeças não para de crescer. As aquisições no país asiático atingiram US$ 547,9 milhões em julho, alta de 37,2% sobre idêntico mês do ano passado e participação de 25,3% no total das aquisições no exterior.
No acumulado do ano, a China enviou para o Brasil quase US$ 3,2 bilhões em autopeças, alta de 27,4% sobre os US$ 2,5 bilhões dos primeiros sete meses de 2025.
Na sequência vêm os Estados Unidos, com embarques no ano da ordem de US$ 1,25 bilhão, o que representou queda de 11,3% no comparativo interanual.
A expansão das compras de autopeças chinesas acompanha a evolução do mercado automotivo brasileiro, que tem participação crescente de carros vindos do país asiático, com 11 novas marcas desembarcando este ano por aqui.
Certo é que as crescentes compras de componentes automotivos na China têm contribuído para o aumento do déficit da balança comercial do setor.
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Considerando os negócios em geral, as importações subiram 4% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado, para US$ 2,2 bilhões. No mesmo comparativo, as exportações encolheram 4,2%, para US$ 705,2 milhões.
No acumulado dos sete meses, houve retração de 5,3% nas exportações, que baixaram para US$ 4,5 bilhões, e crescimento de 2,2% das importações, para US$ 13,7 bilhões. Com isso, o déficit cresceu 6,2%, atingindo US$ 9,2 bilhões no ano.
Conforme relatório do Sindipeças, excetuando-se o primeiro bimestre, as importações de autopeças cresceram nos outros meses do ano frente a igual mês do ano anterior. Em contrapartida, valendo-se da comparação interanual, somente em três (abril, maio e junho) dos sete meses houve aumento das exportações.
Com relação às vendas externas, o principal destino das exportações continua sendo a Argentina. No país vizinho, ainda que a liderança continue com as montadoras brasileiras, um em cada cinco carros importados já vem da China.
As exportações brasileiras de autopeças para a Argentina também apresentaram retração, acumulando queda de 22,5% até julho, com embarques da ordem de US$ 1,4 bilhão este ano, ante total de US$ 1,8 bilhão nos primeiros sete meses de 2025.
O segundo principal mercado do Brasil, os Estados Unidois, também estão comprando menos este ano. Houve queda de 7,4%, de US$ 728,3 bilhões para US$ 674,5 bilhões no peíodo de janeiro a julho.

Fonte: AutoIndústria – Foto: IA

























