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Caoa Chery dobra vendas em 2021, tem 2% das vendas e quer 3% em 2022

A Caoa Chery comemora a volta de seu crescimento acelerado. Desde a associação no Brasil em partes iguais da chinesa Chery com o grupo brasileiro Caoa no fim de 2017, a montadora fez 10 lançamentos, todos montados em duas fábricas no País, e as vendas vêm mais que dobrando a cada ano, em ritmo só interrompido pela pandemia em 2020 e retomado em 2021. A expectativa é atingir 40 mil emplacamentos até o fim deste dezembro (foram 36 mil de janeiro a novembro), o que representa participação de mercado de 2%, o dobro de um ano antes, e o décimo lugar entre as marcas mais vendidas. 


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Ao chegar ao décimo lançamento da Caoa Chery, o Tiggo 7 Pro que chega às concessionárias esta quinta-feira, 16, o CEO Marcio Alfonso diz estar “mais pessimista com 2022” e estima que o mercado nacional de veículos leves deve crescer em torno de fracos 5% sobre 2021, chegando a não muito mais que 2,1 milhões. Mas as perspectivas para a marca sino-brasileira continuam robustas.  

“Vamos fazer mais dois lançamentos de veículos completamente novos em 2022 e nossa expectativa é chegar a 60 mil carros e ganhar mais um ponto de participação, subindo a 3%”, prevê Marcio Alfonso.

O executivo acrescenta que a expectativa em 2022 é produzir 42 mil unidades na fábrica de Anápolis (GO), onde hoje são montados os SUVs Tiggo 5x, Tiggo 7 Pro e Tiggo 8, e outros 18 mil em Jacareí (SP), que hoje monta os sedãs Arrizo 5, Arriso 6 GSX e Arrizo 6 Pro, além dos SUVs compactos Tiggo 2 e Tiggo 3x. 

Para acelerar a produção, este ano já foram contratados mais 800 empregados na planta goiana da Caoa – que foi inaugurada em 2007 e também produz modelos Hyundai – e mais 214 na unidade paulista, originalmente foi construída em 2014 pela Chery, antes da sociedade com o grupo brasileiro. Ambas as fábricas operam em dois turnos e nos feriados de fim de ano só devem paralisar as atividades em férias coletivas por uma semana entre o Natal e ano novo. 

O Tiggo 8 na fábrica de Anápolis: 800 contratações para acelerar a produção

A rede também cresce rápido: a marca já tem 137 concessionárias em operação no País e segundo Alfonso deve chegar a 150 até o fim do primeiro trimestre de 2022. Ele vê potencial para aumentar esse número para 170 revendas em mais um ano à frente.

Problemas para produzir

“Para além da Covid, precisamos enfrentar falta de peças, problemas logísticos e câmbio desfavorável. Mas mesmo com muitas incertezas e dificuldades, não paramos, mantivemos todos os lançamentos e investimentos, porque temos uma dura concorrência e queremos continuar crescendo”, diz Marcio Alfonso. 

O CEO relata que foi bastante complicado contornar o problema da falta de componentes em 2021, principalmente semicondutores. No caso da Caoa Chery a dependência de partes importadas é maior, pois os modelos têm apenas entre 10% e 30% de componentes nacionais, todo o resto vem da China, o que aumenta o impacto de problemas logísticos e desvantagem cambial. 

Linha de produção da Caoa Chery em Jacareí: 214 novos empregos em 2021

“O fornecimento de semicondutores está começando a melhorar, mas o problema maior agora é a logística: faltam navios e contêineres. Até agora conseguimos contornar os gargalos com mais flexibilidade nas linhas de produção: quando a falta de componentes para um modelo, colocamos outro em produção que tem estoque de peças”, explica Alfonso. 

Segundo ele, foi feito um grande esforço no fim de ano para finalizar a produção de carros homologados na fase L6 da legislação de controle de emissões, o Proconve, que só podem ser produzidos até o fim de dezembro e vendidos até março. Em janeiro começam a ser fabricados modelos classificados no Proconve L7, com limites mais rigorosos de emissões.

Dois novos carros e mais um elétrico em 2022

Entre atualizações de modelos já em linha e lançamentos de carros novos previstos para o próximo ano, o executivo evita adiantar nomes e datas, mas indica que um dos dois novos integrantes da gama Caoa Chery no País muito provavelmente será “um crossover”, o que ele entende como um SUV-cupê, com silhueta inclinada na traseira, que se apresentaria para competir com modelos como o Volkswagen Nivus. O carro, diz Alfonso, poderá ser projetado especialmente para o mercado brasileiro.

Sobre a possibilidade de montar aqui um SUV da Exeed, marca de luxo da Chery, Alfonso é mais cauteloso: “Talvez em 2022 ainda não seja o momento, temos outras estratégias”, afirma. 

Adicionalmente aos dois novos modelos, também está certo o lançamento de um SUV ou sedã híbrido plug-in (que pode rodar só em modo elétrico e ser recarregado na tomada) e de mais um elétrico importado, muito provavelmente o novo QQ, subcompacto que renasceu só em versão movida a bateria, lançada há poucos meses na China. 

O novo QQ elétrico: possibilidade para o Brasil em 2022

Está no plano dobrar a oferta de carros elétricos da marca no País, juntando um compacto com o já disponível sedã Arrizo 5e. “Existe interesse crescente, principalmente de empresas que têm compromissos de redução de emissões de suas frotas. Também estamos negociando para integrar frotas de compartilhamento, como da VEC Itaú e outras”, conta Alfonso. 

Atualmente a Caoa Chery tem nada menos que nove carros em sua gama, seis SUVs e quatro sedãs (um deles elétrico). Mas Alfonso admite que alguns devem sair de linha e o primeiro deles é o Tiggo 7 TXS, substituído pelo Tiggo 7 Pro lançado agora. 

Outro em fim de vida por aqui é o sedã médio Arrizo 5 (só o 5e elétrico deve continuar a ser vendido), que tem baixa demanda e foi amplamente suplantado pelo Arrizo 6 GSX, ainda à venda junto com o Arrizo 6 Pro lançado em outubro passado. 

O mesmo raciocínio se aplica ao Tiggo 2, o primeiro modelo Caoa Chery apresentado em 2018, que ao longo de 2022 pode ser deixado para trás pelo Tiggo 3x, seu substituto natural.

O SUV compacto Tiggo 5x, o Caoa Chery mais vendido (11,6 mil unidades de janeiro a novembro), deve receber em 2022 atualizações mecânicas e visuais, em linha com a nova identidade já apresentada este ano nos carros lançados este ano com a terminologia Pro, caso dos novos Arrizo 6 e Tiggo 7. 

Fonte: Automotive Business

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