Por André Barros
A apresentação do diretor comercial Fábio Lage mostrou uma curva ascendente, cada vez maior mês após mês. Pelo ritmo alcançado no fim do primeiro bimestre, quando a BYD somou 21,2 mil emplacamentos e ficou com 6,4% do mercado brasileiro, à frente da Toyota no ranking, a soma em doze meses alcançaria 187 mil unidades, calculou o executivo. Mas ainda é pouco:
“Nosso objetivo em 2026 é bater as 250 mil unidades vendidas”, afirmou o diretor durante a apresentação do Song Plus com motor turbo e do inédito SUV de sete lugares Atto 8, ambos híbridos. Seria algo em torno de 10% do mercado brasileiro, que, nas suas contas, baterá a casa dos 2,5 milhões de unidades no ano.
“Para romper esta barreira precisamos, além de reforçar nossa estratégia comercial e de ampliar as vendas no canal de pequenos negócios, ter novidades.”
O Atto 8 é uma delas e começa a ser distribuído aos clientes nos próximos dias. Apresentado no Salão do Automóvel o SUV com capacidade para sete pessoas estreia a plataforma DM-P, Dual Mode Performance. Alia dois motores elétricos com um a combustão, de 1,5 litro turbo, que tracionam as quatro rodas. Gera impressionantes 488 cv e alcança 0 a 100 km/h em 4,9 segundos.

Sua autonomia supera os 1,1 mil quilômetros. Tudo por R$ 400 mil.
Outra novidade apresentada é a versão 2027 do Song Plus, agora com o motor 1.5 turbo. Pelos mesmos R$ 250 mil traz, além do novo powertrain, bateria de maior capacidade, que eleva a autonomia do modo 100% elétrico de 63 para 99 quilômetros pelas medições do Inmetro. E passa a ser compatível também com carregador DC.

Internamente a grande novidade é a integração do Google Assistente ao sistema do modelo.
Quatrocentos fornecedores homologados
O vice-presidente Alexandre Baldy afirmou que as novas estruturas que estão sendo erguidas na fábrica de Camaçari, BA, serão inauguradas “em breve”. As máquinas para soldagem, estamparia e pintura já estão no Brasil e os prédios em fase final de construção, confirmou, sem dar prazos.
“Temos 5,7 mil pessoas trabalhando em Camaçari, nas obras civis e na linha de montagem. E estamos contratando.”
Baldy afirmou que a produção da BYD, quando nacionalizada integralmente, será bem verticalizada, mas que conversas com fornecedores externos seguem em curso: “Não faremos tudo embora tenhamos este alto índice de verticalização. Em paralelo seguimos conversando com empresas, são já quatrocentos fornecedores homologados”.
A fábrica monta atualmente, ainda em regime SKD, os modelos Dolphin Mini, Song Pro e King. Ainda em 2026 entra em linha o Song Plus. De acordo com Baldy a estrutura tem capacidade para dez modelos diferentes.
As novidades foram apresentadas na quarta-feira, 4, em evento que marcou, também, a inauguração do BYD Vision Center, na região do bairro de Santo Amaro, em São Paulo. A estrutura, semelhante à que a BYD mantém na China, será usada para lançamentos, eventos e gravações.
Fonte: AutoData
























