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Aumento crescente da frota de motos exige cuidados com manutenção e segurança

Sistema de frenagem e pneus em boas condições são essenciais para a segurança do piloto, mas os amortecedores também desempenham papel importante na estabilidade da moto e na eficiência da frenagem

16/03/2026

Seja para trabalho, para lazer ou, mesmo, como forma prática e econômica de mobilidade, as motocicletas estão cada vez mais presentes nas ruas e estradas de todo o país. Atualmente, segundo estudo de frota circulante de veículos do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), os veículos de duas rodas representam mais de 20% do total da frota de mais de 62 milhões de veículos. Desse montante, automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somam mais de 48 milhões, enquanto as motos ultrapassam os 14 milhões de unidades, intensificando cada vez mais a participação desse modal de mobilidade.

Muitos motociclistas concentram sua atenção no sistema de freio e nos pneus, itens tradicionalmente associados à segurança na pilotagem. No entanto, os amortecedores são fundamentais para a estabilidade na condução da moto. “Amortecedores não estão somente ligados ao conforto, mantêm o pneu em contato permanente com o solo e ajudam a controlar a oscilação da mola. Por isso, quando desgastados, os amortecedores influenciam na frenagem, fazem o pneu quicar, perdendo, assim, parte da aderência. Se o pneu não está no chão, não há atrito para parar a moto, o que aumenta significativamente a distância de frenagem”, alerta Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Nakata.

Outros motivos para uma frenagem ineficiente por amortecedores danificados – Leite explica que, durante a frenagem, o peso da moto tende a se transferir para a roda dianteira. “Um amortecedor gasto permite que a frente afunde muito rápido, em um ‘mergulho’, desestabilizando e dificultando o controle da moto”, comenta. Já em frenagens mais fortes, a traseira da moto pode oscilar de um lado para o outro ou levantar excessivamente, reduzindo a eficiência do freio traseiro e o equilíbrio geral. Ele ressalta: “O efeito de pneus que quicam e a instabilidade no chassi fazem com que a moto precise de maior distância para parar completamente, o que é perigoso em emergências. Além disso, o pulo imperceptível da roda cria escamas no pneu, reduzindo sua vida útil”, alerta.

Indícios de que o amortecedor chegou ao fim da linha – Segundo o coordenador, motociclistas devem ficar atentos e observar alguns fatores que podem apontar amortecedores comprometidos, entre eles:

  • Presença de óleo nas hastes ou no corpo da peça por vazamentos;
  • Presença de óleo nas bengalas, indicando ineficiência da vedação na suspensão dianteira;
  • Frente ou traseira da moto baixa;
  • Efeito gangorra, ou seja, quando a moto continua oscilando após passar por irregularidades na pista, com batidas secas;
  • Instabilidade em curvas ou em retas, com sensação de que a moto fique “flutuando” ou sem peso na frente.

Diferenças dos impactos de amortecedores desgastados na pilotagem urbana e estrada – Leite destaca que, quando esses componentes estão comprometidos, motociclistas, na pilotagem em vias urbanas, podem sentir fadiga pelos impactos constantes ao passarem por buracos e lombadas, além da perda de controle em frenagens de emergência no trânsito pesado. Já em estradas, podem causar instabilidade em altas velocidades, sensibilidade excessiva a ventos laterais e desconforto extremo para o garupa.

Sobre a Nakata – Com mais de 70 anos, a Nakata, marca Fras le Mobility referência na fabricação de autopeças para o mercado de reposição, é líder em componentes de suspensão para veículos leves, pesados e motocicletas. Com pioneirismo, qualidade e compromisso com o mercado, se tornou reconhecida pela alta performance de seus produtos e elevado padrão de serviços, atendendo o mercado nacional e exportação, com linhas completas para sistemas de suspensão, direção e transmissão.

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