Aneel aprova reajuste para tarifas da Enel SP, com aumento médio de 12,04%


Reajuste do preço da energia elétrica começa a valer em 4 de julho. Aumento será de 18,03% para alta tensão e 10,15% para baixa tensão
Aneel aprova reajuste para tarifas da Enel SP, com aumento médio de 12,04%
Energia elétrica: Vista da Subestação Saúde da Enel em São Paulo (SP), nesta terça-feira (29). — Foto: MARCO AMBROSIO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (28) o reajuste das tarifas da conta de luz da Enel São Paulo, que passam a valer a partir de 4 de julho em todo o estado.

O aumento médio para o consumidor paulista será de 12,04%, sendo 18,03% para alta tensão, 10,15% para baixa tensão.

O reajuste anual da tarifa é definido pela agência reguladora, tendo como base o contrato com a concessionária.

Na semana passada, a Aneel anunciou reajuste de até 63,7% dos valores das bandeiras tarifárias, ou seja, a cobrança extra na conta de luz, para o período de julho de 2022 a junho de 2023.

Desde 16 de abril, está em vigor a bandeira verde, ou seja, não há cobrança extra aplicada à conta de luz.

Novos valores das bandeiras tarifárias, em vigor entre 1º de julho e meados de 2023 — Foto: Editoria de Arte / g1

Bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para sinalizar o custo de geração de energia.

A bandeira fica na cor verde quando o nível dos reservatórios está alto e não há necessidade de acionamento extra de usinas térmicas.

A bandeira amarela é acionada quando as condições para geração de energia são menos favoráveis, mas ainda não há o custo extra de acionamento das térmicas

Já as bandeiras vermelhas entram em vigor quando os reservatórios das usinas hidrelétricas ficam baixos e é preciso acionar várias usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia.

Quanto mais térmicas fornecendo energia, mais caro fica o custo de geração, que pode chegar à bandeira vermelha patamar 2 – o nível mais alta do sistema.

O objetivo do sistema de bandeiras é informar aos consumidores quando o custo aumenta e permitir que eles reduzam o consumo para evitar pagar uma conta de luz mais cara.

Antes do sistema de bandeiras, o custo do acionamento extra das térmicas era repassado somente no ajuste anual das tarifas, o que acarretava na cobrança de juros e correção monetária, penalizando o consumidor.

Fonte: g1 SP — São Paulo

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