Todo sistema rotativo perde energia por atrito. No conjunto de roda, essa perda passa pelo rolamento, peça responsável por suportar as cargas e permitir a rotação. Quanto menor o atrito, menos energia o veículo precisa para se manter em movimento. O que leva ao questionamento: seria possível economizar combustível ao reduzir o atrito?
Isso é o que Helber Antonio, Engenheiro de Aplicação da SKF, indústria global referência em rolamentos de rodas e soluções automotivas, explica, embora a resposta não seja tão simples.
A resistência que gera o atrito tem origem no contato entre os elementos rolantes e as pistas, na deformação dos materiais sob carga, na movimentação da graxa e no atrito das vedações. De acordo com Helber Antonio, controlar essas variáveis é uma questão de engenharia: geometria interna, acabamento, lubrificação, vedação e pré-carga precisam ser equilibrados sem comprometer capacidade de carga, rigidez e vida útil.
A graxa tem papel direto nesse equilíbrio. Uma graxa de baixo atrito desenvolvida pela SKF para unidades de cubo reduz o atrito em cerca de 9% em condições de referência, sem nenhuma alteração no projeto do rolamento. Mas o ganho no componente não vira economia proporcional no consumo do carro.

“O rolamento representa apenas uma parte das perdas energéticas do veículo. Aerodinâmica, pneus, motor, transmissão, freios e acessórios também consomem energia”, explica o especialista. “Portanto, uma redução de 10% no atrito de determinado rolamento não corresponde a uma economia de 10% no consumo total. O benefício final é menor e precisa ser calculado no nível do veículo completo.”
Em frotas, o cenário muda de escala: pequenos ganhos de atrito podem se acumular com o volume de veículos e a quilometragem rodada. Ainda assim, a SKF reforça que o benefício não deve ser medido só pelo combustível. Durabilidade, manutenção, segurança e menos paradas não programadas pesam tanto ou mais no custo total de operação.
Há também um alerta sobre diagnóstico: consumo mais alto, isoladamente, não indica problema no rolamento. Pneus descalibrados, desalinhamento, condição dos freios, filtros e até mesmo o vidro aberto durante a condução também afetam o consumo. Um rolamento realmente comprometido costuma dar sinais mais claros, como ruído, vibração ou aquecimento e deve ser trocado, antes de tudo, por segurança.
Nos elétricos, o tema ganha peso extra. Como o motor não mascara ruídos com seu próprio som, vibrações vindas do rolamento ficam mais perceptíveis. E nesse caso, qualquer perda de energia afeta diretamente a autonomia.
Estudos revelam que a cada 1.000 metros de altitude, o motor perde 10% de potência, elevando o consumo de combustível. Daí a importância de aplicar peças confiáveis para garantir a capacidade de suportar as condições adversas das vias e estradas brasileiras.
Para a SKF, a orientação ao consumidor é simples: escolher produtos originais e específicos para o veículo, além de buscar uma oficina qualificada. Torque de montagem incorreto pode alterar a folga ou a pré-carga do conjunto, elevando atrito e temperatura ou causando desgaste. Peças de baixa qualidade também podem custar mais no fim das contas, com menor durabilidade, ruído e falhas de vedação. Por isso, o preço da peça deve ser avaliado junto do seu custo total.
Sobre a SKF
A SKF é uma multinacional sueca presente em 130 países ao redor do mundo. A empresa atua no Brasil desde 1915, consolidando-se ao longo destes 111 anos como um dos principais players da indústria automotiva global, sendo referência absoluta em rolamentos de roda. Nossa experiência abrange rolamentos, componentes para motores, suspensão e direção, transmissão e embreagem, garantindo sistemas de precisão que mantêm os veículos em movimento. Somos a marca parceira das montadoras globais, fornecendo tecnologia de ponta para diferentes modelos e marcas de veículos, além de abastecer o mercado de reposição com peças genuínas e confiáveis.




















