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Conservação da pintura vai além da estética e ajuda a valorizar o veículo

Especialista da PPG explica como prevenir o desgaste causado pela exposição diária ao sol, à chuva, à poluição e por hábitos inadequados de manutenção

10/09/2026

A conservação da pintura está entre os fatores que mais influenciam a aparência e a valorização de um veículo ao longo do tempo. Ainda que muitos danos só se tornem visíveis com o passar dos anos, a exposição diária ao sol, à chuva e à poluição, e até mesmo alguns hábitos inadequados de limpeza podem acelerar o desgaste da lataria.

Segundo Ricardo Vettorazzi, Gerente Técnico de Repintura Automotiva da PPG, a manutenção adequada da pintura ajuda a proteger a carroceria, preservar o valor de revenda do veículo e evitar intervenções corretivas que poderiam ser minimizadas apenas pela manutenção adequada.

“Em muitos casos, pequenos hábitos fazem diferença na preservação da pintura. A limpeza adequada, a escolha do local para estacionar e a atenção a resíduos que entram em contato com a lataria ajudam a evitar manchas, desgaste precoce e até processos de corrosão”, explica.

Evite lavar o carro com a lataria quente

Um dos erros mais comuns é realizar a lavagem logo após o veículo permanecer exposto ao sol ou após percorrer longas distâncias. Com a superfície aquecida, a água e os produtos de limpeza secam mais rapidamente, aumentando o risco de manchas.

O ideal é aguardar o resfriamento da lataria e utilizar produtos adequados para limpeza automotiva. Após a lavagem, o enceramento pode contribuir para reforçar a proteção da pintura.

Fique atento ao local onde o veículo permanece estacionado

Sempre que possível, prefira locais cobertos ou protegidos da exposição direta ao sol e à chuva. Também é importante ter cautela ao estacionar sob árvores, já que a seiva e fezes de aves podem danificar a superfície quando permanecem por longos períodos em contato com a pintura.

Caso isso aconteça, a recomendação é remover a sujeira o mais rápido possível utilizando pano macio e água, evitando esfregá-la seca.

Poluição e poeira também exigem atenção

Partículas presentes no ar, como poeira, poluentes e outros resíduos, podem se acumular na superfície do veículo e comprometer o acabamento ao longo do tempo. Por isso manter uma rotina de limpeza ajuda a evitar que essas substâncias adiram à pintura, dificultem sua remoção e contribuam para o desgaste precoce da lataria.

“A frequência ideal de lavagem varia conforme o uso do veículo e as condições do ambiente, mas a limpeza periódica é uma das principais formas de preservação”, orienta Vettorazzi.

Polimento deve ser realizado com moderação

Quando a pintura começa a apresentar perda de brilho ou pequenas imperfeições, muitos motoristas recorrem ao polimento como solução imediata. Embora o procedimento possa ser eficaz para recuperar o aspecto da superfície, o especialista conta que seu uso excessivo pode causar o efeito contrário. Dependendo da frequência e da técnica utilizada, o polimento pode reduzir gradualmente a camada de verniz responsável pela proteção da pintura.

“O polimento é um recurso importante para corrigir imperfeições e restaurar o acabamento do veículo, mas não deve ser encarado como um procedimento de manutenção rotineira. Cada intervenção exige uma avaliação cuidadosa da condição da pintura e, quando realizada sem necessidade ou de forma inadequada, pode comprometer a proteção da superfície ao longo do tempo. Por isso o ideal é que a análise seja feita por profissionais especializados, capazes de identificar a real necessidade da intervenção”, aconselha.

Atenção aos primeiros sinais de desgaste!

Manchas persistentes, perda de brilho, pontos de corrosão e diferenças de tonalidade podem indicar que a camada de proteção da pintura já está comprometida. Nesses casos, a avaliação de um profissional especializado ajuda a identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado, antes que o dano se torne mais severo.

“Assim como acontece com outros componentes do veículo, a manutenção preventiva costuma ser mais eficiente e econômica do que uma correção tardia. Pequenos sinais de desgaste não devem ser ignorados porque muitas vezes indicam que a superfície já está perdendo parte de sua capacidade de proteção. Quanto mais cedo houver a intervenção adequada, maiores são as chances de preservar as características originais da pintura”, conclui Vettorazzi.

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