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Primeiro carro nacional, pequena Romi-Isetta completa 70 anos

Modelo urbano teve 3 mil unidades produzidas

10/08/2026

Ela atraía olhares e sorrisos nos anos 50 e não é diferente ainda em 2026, quando completa exatos 70 anos.  Para comemorar a data, a pequenina e simpaticíssimo Romi-Isetta merecerá até mesmo um evento em Santa Bárbara d’Oeste, SP, onde foi produzido por cinco anos.

No próximo 5 de setembro acontece o Encontro Nacional de Romi-Isetta, com, além de vários veículos e carreata pelas ruas da cidade do interior paulista, exposição de documentos, desenhos técnicos e fotos históricas.

A Romi-Isetta é considerada o primeiro carro produzido no Brasil. Em 5 de setembro de 1956, as primeiras 16 unidades, fabricadas a partir de junho, participaram de desfile pelas ruas e avenidas de São Paulo, partindo de concessionária da marca, na rua Marquês de Itu, centro da capital.

A primeira venda foi formalizada no mesmo dia, ao final do desfile. A unidade, nas cores vermelho e creme e identificada pelo chassi 56001, foi adquirida pela S.A. Industrial de Óleos Nordeste, de Porto Alegre, RS.

A linha de montagem foi constituída em galpão construído em complexo das Empresas Romi, criada em 1930 para fabricar máquinas e implementos agrícola, depois que os empresários Américo Emílio Romi e Carlos Chiti conheceram a Iso Isetta, modelo desenvolvido na Itália.

Em 1955, eles importaram duas unidades do carrinho para avaliar a possibilidade de produção local e obtiveram licença de fabricação mediante pagamento de royalties de 3% sobre cada unidade vendida.

A ideia dos executivos, em princípio, era estabelecer uma parceria com a própria Isetta. A empresa italiana, porém, declinou da proposta devido ao cenário de crise econômica da Itália no Pós-Guerra.

Para nacionalizar o veículo de apenas uma porta e capacidade para dois ocupantes, nascido com 72% de índice de nacionalização em peso, foram desenvolvidos vários fornecedores, dentre eles a Tecnogeral, responsável por componentes metálicos como chassi e carroceria.

A Romi-Isetta utilizava inicialmente motor Iso de dois tempos, 236 cm³ e 9,5 cv. Com 350 kg, atingia 85 km/h e apresentava consumo de até 25 km/l. Em 1959, surgiria a Isetta 300 de Luxe, equipada com motor BMW de quatro tempos, 298 cm³ e 13 cv, além de alterações técnicas e estéticas.

A produção foi encerrada após 3 mil unidades. A última saiu da linha de montagem em 13 de abril de 1961, pintada nas cores branco e amarelo-limão e, assim como suas antecessoras, deixando uma legião de fãs.

Fonte: AutoIndústria

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