Por Soraia Abreu Pedrozo
O Tiggo 5X, SUV de entrada da Caoa Chery no mercado brasileiro, terá uma versão híbrida. E, de acordo com o diretor de marketing Jan Telecki, será um híbrido fechado, com possibilidade de motorização flex. “Planejamos que o Tiggo 5x seja HEV. Estamos justamente fazendo testes para definir qual a melhor forma de chegar no mercado [com a versão híbrida do carro de entrada].”
Hoje os híbridos do portfólio Caoa Chery são importados da China. Segundo o executivo em uma eventual nacionalização os eletrificados serão montados também na linha de produção em Anápolis, GO. Em 2025 a Caoa Chery concluiu na fábrica investimento de R$ 3 bilhões, iniciado em 2023, para modernizar e expandir sua capacidade produtiva em 150%.
Anápolis hoje produz os modelos Tiggo 5x, agora remodelado, Tiggo 7 e Tiggo 8, que no ano passado somaram 72 mil unidades vendidas.
A Dürr, por exemplo, acabou de concluir a primeira etapa da modernização da pintura da fábrica, dobrando sua capacidade de produção e o aumento do uso de robótica: “Isto passa pelo aumento da qualidade da entrega, da produtividade e de aplicar técnicas para obter maior satisfação do cliente”.

Anápolis receberá novo investimento
E agora, segundo Telecki, a unidade prepara-se para anunciar novo ciclo de investimento que incluirá a produção de uma segunda marca em Anápolis, a Changan. A parceria com a empresa, hoje uma das quatro maiores fabricantes de veículos da China, foi anunciada durante o Salão do Automóvel de São Paulo.
“Estamos ajustando a fábrica para acomodar as duas marcas. O plano é, no terceiro ou quarto trimestre, introduzir os produtos Changan”, assinalou Telecki, durante entrevista coletiva à imprensa de lançamento do Tiggo 5X 2027 no Centro de Distribuição da Caoa Chery. “Já temos algumas peças Changan chegando aqui.”
Segundo o executivo a nova injeção de recursos inclui parte dedicada à Changan, à modernização da planta e a melhorias no centro de distribuição, na logística e em pontos de venda. “E ao longo dos anos vemos que a decisão de crescer precisa abranger todas as áreas, industrial, comercial e distribuição”.
Fonte: AutoData

























