“Qualquer associação de classe será tão forte quanto os seus membros queiram fazê-la.”

Importação de veículos registra o maior patamar em dez anos

Pela primeira vez em muitos anos os carros produzidos fora do Mercosul e México foram maioria nas importações

15/01/2026

Por André Barros

As importações representaram, em 2025, 18,5% do total dos emplacamentos do mercado brasileiro. Das 2 milhões 690 mil unidades comercializadas em todo o mercado, 2,1% acima do volume do ano anterior, 497,8 mil foram produzidas fora do País, um avanço de 6,7%.

O que mais chamou a atenção do presidente da Anfavea, Igor Calvet, foi o crescimento de carros importados de países com os quais o Brasil não mantém acordo comercial bilateral: foram 50,2% do total no ano passado, superando pela primeira vez em muitos anos o volume anual de importações de mercados onde há intercâmbio comercial estabelecido. Em 2024 o porcentual foi 38,4%.

“É o maior volume de importação em dez anos e a curva segue ascendente desde 2020, acentuando na virada de 2022 para 2023”, disse Calvet. “As importações de fora do Mercosul e do México já são maioria. Só da China foi 37,7% do total.”

No ano passado vieram da China 187,3 mil veículos, 55,6% acima do volume de 2024. O país só foi superado pela Argentina, tradicional parceiro comercial do Brasil, que enviou 200,3 mi, unidades, recuo de 10,8%.

Com a nacionalização da produção, ainda que neste início em CKD e SKD, de BYD e GWM, que já estão em operação, a tendência é que este crescimento pare ou até mesmo seja interrompido. Calvet destacou, também, que a balança comercial seguiu superavitária, pois o Brasil exportou quase 30 mil unidades a mais do que importou no ano passado.

Fonte: AutoData

Informes