“Qualquer associação de classe será tão forte quanto os seus membros queiram fazê-la.”

Congresso do aftermarket na Automec mostra que o setor aprendeu a falar em voz alta

Congresso promoveu um debate aberto, plural e direto, colocando na mesa os temas que realmente atravessam o aftermarket hoje

29/12/2025

José Arnaldo Laguna (CONAREM), Rodrigo Carneiro (ANDAP), Heber Carvalho (SINCOPEÇAS-SP), Ranieri Leitão (SINCOPEÇAS BRASIL), Henrique Steffen (ASDAP), Renato Fonseca (ANFAPE), Antonio Fiola (SINDIREPA BRASIL) e Alcides Acerbi Neto (SICAP)

Toda entidade se apresenta ao mercado de alguma forma. Algumas com notas oficiais, outras com discursos cautelosos. A Aliança do Aftermarket Automotivo escolheu outro caminho: estreou com um congresso. E não em qualquer lugar. Foi na Automec, diante do próprio setor, no ambiente onde o aftermarket pulsa, negocia e se reconhece. Um batismo à altura do que pretende ser.

O congresso foi mais do que o primeiro grande evento da Aliança. Foi uma declaração de método. Em vez de encontros fechados ou discussões abstratas, a escolha foi por um debate aberto, plural e direto, colocando na mesa os temas que realmente atravessam o aftermarket hoje: transformação do mercado, pressão por eficiência, mudanças regulatórias, mão de obra, tecnologia e futuro do negócio. Sem rodeios. Sem discurso ensaiado.

Há algo revelador nesse gesto. O aftermarket brasileiro sempre foi grande em volume, capilaridade e relevância econômica — mas pequeno em articulação coletiva. O congresso na Automec mostra que isso começa a mudar. Ao reunir lideranças, entidades, empresários e especialistas em um mesmo espaço de reflexão, a Aliança sinaliza que o setor não quer mais apenas reagir aos movimentos do mercado. Quer antecipá-los.

O clima do congresso deixou isso claro. Menos celebração, mais consciência. Menos palco, mais conteúdo. O tom foi de quem entende que o setor atravessa uma inflexão histórica e que improviso já não dá conta. O aftermarket, que sempre resolveu problemas na prática, agora começa a estruturar pensamento estratégico em bloco.

Também houve um recado político — ainda que sem bandeiras explícitas. Ao ocupar espaço dentro da maior feira do setor, a Aliança mostrou que não pretende ser acessória nem decorativa. O congresso funcionou como vitrine de legitimidade: quem está ali, está comprometido com o futuro do aftermarket como setor organizado, representado e ouvido.

O primeiro grande evento da Aliança não resolveu todos os dilemas — nem era essa a intenção. Mas cumpriu algo ainda mais importante: criou um ponto de convergência. Um lugar onde o aftermarket se vê como sistema, e não apenas como soma de empresas. Onde interesses comuns começam a falar mais alto do que agendas isoladas.

Se toda história tem um capítulo inicial, o congresso da Aliança na Automec pode ser lido como esse momento fundador. Não pelo tamanho do palco, mas pela clareza do movimento. O aftermarket decidiu pensar junto. E, em mercados maduros, isso costuma ser o começo das transformações mais duradouras.

Formam a Aliança entidades que há décadas sustentam, organizam e defendem o setor:

ANDAP (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças),

ANFAPE (Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças Independentes),

ASDAP (Associação Sul-Brasileira dos Distribuidores de Autopeças),

CONAREM (Conselho Nacional de Retíficas de Motores),

SINCOPEÇAS Brasil (Sindicato Nacional do Comércio de Autopeças)

SINDIREPA Brasil (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios).

E você, como avalia esse primeiro passo da Aliança do Aftermarket Automotivo? O congresso inaugura uma nova fase de articulação do setor? O Movenews segue acompanhando — e abre espaço para o debate.

Fonte: Move News

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