Os automóveis e comerciais leves usados somaram em outubro 902,3 mil unidades negociadas, o que resultou em queda de 8% na comparação com setembro, que teve um dia útil a mais. Outubro foi o segundo mês seguido de queda. Além do menor número de dias úteis, a retração também se explica pela baixa oferta de veículos, segundo a Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários e divulgou os números do segmento na sexta-feira, 5.
Essa redução na oferta já se reflete na média diária de vendas e na taxa usados versus novos: outubro teve média diária de 45,1 mil unidades vendidas, contra 48,8 mil em agosto e 46,7 mil em setembro. E a proporção entre usados versus novos, que havia atingido seu maior nível histórico em setembro (6,9 para um), recuou em outubro (para seis por um).
Mas vale dizer que essa taxa de outubro ainda é elevada e decorre das seguidas paralisações nas montadoras por falta de peças. Como comparação, em outubro de 2019 (antes da chegada da pandemia de Covid-19) a proporção foi de 4,2 usados entregues por zero-quilômetro vendido.
No acumulado de janeiro a outubro foram negociados 9,47 milhões de autos e comerciais leves de segunda mão, 31,5% a mais que no mesmo período do ano passado.
“A crise global de abastecimento de veículos aqueceu muito esse mercado”, recorda o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.
Caminhões também crescem mais de 30%.
Durante o mês de outubro, as transações de caminhões usados somaram 31,9 mil unidades, anotando retração de 6,4% na comparação com setembro, mas a média diária caiu pouco e permaneceu próxima a 1,6 mil unidades como em setembro.
Outubro teve ainda 2,9 caminhões de segunda mão negociados para cada zero-quilômetro entregue, mesma taxa registrada em setembro. As vendas de modelos novos e usados contam atualmente com a ajuda do agronegócio, mineração e diferentes setores da indústria e comércio.
Em ônibus, momento é melhor para os de segunda mão
Os números da Fenabrave informam que 4 mil ônibus usados trocaram de mãos em outubro, indicando ligeira queda de 2,1% ante setembro, a menor retração mensal entre todos os segmentos analisados (veículos leves, pesados e motos).
Outubro teve 3,3 ônibus usados entregues para cada zero-quilômetro emplacado, taxa semelhante à de setembro (3,5 para um). E no acumulado de janeiro a outubro foram 35,3 mil unidades negociadas. Esse total foi 32,9% maior que em iguais meses do ano passado. Como comparação, as vendas de ônibus zero-quilômetro somaram apenas 14,8 mil unidades nestes dez meses e o segmento se tornou o único entre os veículos a registrar queda na comparação com o acumulado de 2020.
2,75 milhões de motos usadas em dez meses
Outubro anotou 260,5 mil transferências no segmento de motos. O volume é 8,2% menor que o de setembro e a média diária recuou de 13,5 mil para 13 mil unidades. Já a taxa de motocicletas usadas versus novas passou de 2,6 em setembro para 2,7 em outubro como consequência do desabastecimento das revendas Yamaha, afetadas por uma paralisação na produção de Manaus.
No acumulado do ano, as motos usadas já somaram 2,75 milhões de unidades, revelando alta de 28,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O setor permanece aquecido pelos serviços de entrega e, segundo a Fenabrave, passou a atrair novos usuários por causa de seguidas altas nos preços dos combustíveis.
Fonte: Automotive Business