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Produção de motos em 2021 acumula alta próxima a 26%

A produção de motos em novembro somou 113,8 mil unidades e registrou alta de 4,9% em relação a outubro. O acumulado do ano teve 1,12 milhão de motocicletas fabricadas, volume 25,9% mais alto pela comparação com os mesmos 11 meses do ano passado.

Os números foram divulgados na quinta-feira, 9, pela Abraciclo, entidade que reúne fabricantes de motos e bicicletas instalados em Manaus (AM). O total até novembro é o maior para o período desde 2015 e indica que a produção de 2021 será mesmo de 1,22 milhão de motos, com  crescimento próximo a 27% sobre 2020.

“Todos os fabricantes estão acelerando o ritmo de produção para atender à demanda que segue em alta, especialmente por modelos de entrada e de baixa cilindrada”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

O executivo acredita que a curva de aceleração deverá se manter nos próximos meses, mas recorda que ainda não é possível traçar perspectivas para 2022. “A chegada da variante Ômicron do coronavírus contaminou os mercados globais com pessimismo. E no Brasil temos diversas incertezas no cenário político-econômico. Algumas medidas podem impactar negativamente o desempenho do setor”, avalia. A inflação e a consequente alta nas taxas de juros tendem a atrapalhar o setor por sua dependência de vendas financiadas (cerca de 40% do total).

Concessionárias absorvem produção rapidamente  

As vendas no atacado (das fábricas para as concessionárias) indicam que a rede vem absorvendo rápido a produção por causa da demanda aquecida e falta de motos em estoque. Em novembro as montadoras repassaram às lojas 106,6 mil unidades, praticamente repetindo o volume entregue em outubro.

E no acumulado do ano já foram faturadas para a rede 1,06 milhão de motocicletas, indicando acréscimo de 23,7% sobre iguais meses do ano passado. Até o fim do ano os revendedores comprarão das fábricas 1,17 milhão de motocicletas e com isso as vendas no atacado crescerão 25% sobre 2020.

Exportações recuam 22,4% em novembro

As vendas externas em novembro somaram apenas 3,2 mil unidades. Esse total foi 22,4% mais baixo que o de outubro. O acumulado do ano teve 50,2 mil motos embarcadas. A alta pela comparação interanual é de 71,5% e até o fim do ano as exportações devem somar 55 mil unidades, o que resultaria em crescimento superior a 60% sobre o ano passado.

Esse total de unidades é muito pequeno. O País já exportou três vezes mais do que isso e o mercado interno vem absorvendo acima de 100 mil motos a cada mês. O motivo desse baixo volume para o mercado externo ainda é a grande dependência da Argentina, que se mantém como principal destino das motos brasileiras, mas absorveu nestes 11 meses apenas 14,7 mil unidades por causa de sua economia enfraquecida.

As vendas para o segundo colocado (Estados Unidos) ficaram pouco abaixo, 11,2 mil unidades no acumulado. Para a Colômbia foram 11 mil motos. De acordo com a Abraciclo, o crescimento das vendas externas em 2021 resulta de uma demanda reprimida em razão da pandemia de Covid-19. A entidade estima que o ritmo atual de exportações será mantido nos próximos meses.

Emplacamentos de 2021 crescem quase 30%

Em novembro foram licenciadas 106,5 mil motos. O mês teve a melhor média diária de emplacamentos do ano (5,3 mil unidades) e anotou crescimento de 9,8% sobre outubro. O acumulado de 2021 somou 1,04 milhão de unidades, com alta de 28% sobre iguais meses do ano passado. 

As motos urbanas de baixa cilindrada (segmento street) responderam por 507,7 mil unidades, o equivalente a 48,6% do total de licenciamentos. Elas são um retrato bem fiel do segmento como um todo e suas vendas subiram quase 25% na comparação interanual.

Mas o maior aumento nos licenciamentos de 2021 permanece entre os scooters: 44%, com 97,7 mil emplacamentos nestes 11 meses. Segundo a Abraciclo, a agilidade, economia e facilidade de estacionar pesam muito na decisão do consumidor por esses veículos.

Fonte: Automotive Business

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