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9 de setembro de 2021

Presidentes do Sincopeças-SP e Sindirepa-SP falam do novo comprador na Automec 365


"O novo comprador: como os novos comportamentos e padrões de consumo mudam o jogo" foi o tema da apresentação de Heber Carvalho, presidente do Sincopeças-SP, e de Antônio Fiola, presidente do Sindirepa-SP


Maior evento do aftermarket automotivo está confirmado para 09 a 13 de novembro de 2021, no Expo Center Norte. Todo conteúdo do evento realizado nos dias 31 de agosto e 1 e 2 de setembro está disponível no site www.automecfeira.com.br

A plataforma Automec 365, criada neste ano pela Reed Exhibitions (RX), organizadora da Automec, contou com vários representantes da indústria e das entidades do setor que trataram dos temas mais relevantes do atual cenário do aftermarket automotivo. A RX também confirmou a realização da Automec presencial no período de 09 a 13 de novembro, no Expo Center Norte.

A Automec 365 abriu a série de apresentações dessa semana com um dos temas mais críticos para o mercado automotivo atualmente, a escassez de semicondutores, que vem impactando a indústria. Rafael Aidar, Gerente Comercial de Contas Estratégicas na QAD, apontou como causas desse cenário a grande demanda/ consumo com previsões inadequadas, implantação insuficiente de pedidos na cadeia de suprimentos, prazos de entregas insuficientes e a competição com outras indústrias por semicondutores.

O especialista apontou alguns processos que estão por trás da maioria dos desabastecimentos e destacou 5 passos para melhorar a cadeia de suprimentos: identificar processos essenciais para a cadeia; avaliar as suas competências atuais; desenvolver as competências; promover a adaptação organizacional para foco na cadeia; e automatizar e integrar os processos.

Para se evitar ou pelo menos minimizar uma próxima escassez de semicondutores, Aidar apontou 5 caminhos: garantir que a transmissão da previsão da demanda seja frequente e que os horizontes de planejamento sejam adequados; estabelecer políticas de aquisição e inventário baseados nos requisitos do cliente; avaliar os riscos e adotar planos de contingência; utilizar ferramentas baseadas na Web, tais como EDI, Web EDI e Web Portal, para fornecedores de níveis mais baixos; e avaliar os fornecedores através de uma ferramenta qualitativa e quantitativa formal.

Outro tema abordado no evento foi o Direct to Consumer (D2C) para a indústria automotiva. Jacques Benadiba, head comercial, da Synapcom Comércio Eletrônico, apontou pesquisas que mostram o crescimento expressivo do e-commerce. O número de pedidos feitos on-line e recebidos em lojas físicas pelos clientes cresceu 208% durante a pandemia. Globalmente, 49% dos consumidores compram mais on-line atualmente do que antes da pandemia. E 67% dos consumidores nascidos nos anos 80 e 56% dos nascidos nos anos 60 preferem comprar on-line em vez de ir à loja, sendo que 41% dos nascidos nos anos 40 comprarão on-line.

As soluções na reposição do segmento de pesados
“Nós tivemos um grande desafio com relação à parte de suprimentos, principalmente de matéria prima desde o início da pandemia. As empresas em geral não esperavam uma forte recuperação a partir de julho do ano passado. A demanda principalmente de reposição para o mercado de caminhões surpreendeu muitos fornecedores”, destacou Thomas Püschel, Diretor da Unidade de Negócios de Peças de Reposição e Marketing da MWM. A empresa passou a atuar em conjunto com os fornecedores para fazer frente a essa demanda. Atualmente, há uma percepção de uma estabilidade maior nesse mercado. Nesse cenário, o mercado de reposição está desenvolvendo novas plataformas digitais para incrementar suas vendas.

O mercado automotivo
Vacinas, disponibilidade de crédito e os estoques baixos das montadoras e a continuidade de seus investimentos estão marcando de forma positiva o cenário automotivo atual no Brasil. Por outro, a escassez de matéria prima, principalmente de semicondutores, que tem paralisado a produção de muitas fábricas no mundo, deverá ter uma solução prevista apenas para o segundo semestre de 2022. Um desajuste na cadeia de suprimento, provocada no ano passado pela falta de produção das montadoras, tem causado um vácuo entre suprimento e demanda das montadoras.

Além disso, a instabilidade política afeta o câmbio e as perspectivas de crescimento da economia. A inflação, provocada principalmente pelo aumento do dólar, também faz parte de um cenário negativo para a indústria. Fizeram parte desse painel o Diretor de Economia do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, George Rugitsky, e Elias Mufarej, Diretor de Mercado de Reposição e de Fomento à Exportação da mesma entidade. As projeções completas da entidade, apresentadas na Automec 365, podem ser acessadas diretamente nessa plataforma: www.automecfeira.com.br.


Heber Carvalho e Antônio Fiola

O novo comprador: como os novos comportamentos e padrões de consumo mudam o jogo
A frota de veículos no mercado brasileiro, principalmente no período da pandemia, envelheceu e esse fator deve gerar maior movimento nas oficinas para a reposição de peças, de acordo com Antônio Fiola, presidente do Sindirepa – Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo. Fiola mencionou que, baseado no constante contato entre balconistas das oficinas e compradores, que ainda existe grande dificudade do consumidor na compra pelos canais eletrônicos. Ele destacou ainda que ao buscar as oficinas, os novos compradores não querem perder tempo com os problemas de seus veículos para poderem se dedicar a outros temas de seu interesse. “O novo comprador quer ter a confiança no meu negócio, na minha pessoa, para resolver o seu problema”, resumiu Fiola. Isso irá exigir, segundo ele, uma nova postura dos profissionais das oficinas no atendimento desse novo cliente.

Heber Carlos de Carvalho, presidente do Sincopeças – Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo, reforça também que a preocupação com a qualidade de peças é constante dos mecânicos e dos varejistas para garantir a segurança e a satisfação dos consumidores. Isso porque, atualmente, o carro é hoje mais um meio de transporte e de trabalho para a maioria dos usuários, que exigem, portanto, maior agilidade e confiança no conserto de seus veículos.

O reparador do futuro
O último dia da Automec 365 trouxe discussões extremamente atuais para o profissional da reparação automotiva, cumprindo com o compromisso dos organizadores de gerar conteúdo relevante para o setor. Com o tema “Como será o reparador do futuro?”, o evento online reuniu o diretor do Senai Ipiranga (tradição de mais de 56 anos na formação de novos mecânicos), Adelmo Belizário, o head de Treinamento da BMW Group Brasil, Emílio Paganoni, e o vice-presidente de Tecnologia do Sindirepa, Ricardo Cramer.

Riquíssimo em conteúdo, o painel trouxe à luz os desafios do profissional do futuro, principalmente com a disseminação de tecnologias atuais como eletrificação, hibridização e digitalização dos automóveis. “Já estamos atuando fortemente na formação dos atuais reparadores hoje, entendendo que a eletrificação automotiva é um caminho sem volta”, garantiu o executivo do Sindirepa. “O carro virou uma plataforma de aplicativos com um imenso volume de processamento de dados, o que exige cada vez maior capacitação do reparador em mecatrônica”, afirmou Paganoni.

O diretor do Senai enfatizou que a escola, em 2022, irá estrear um curso justamente dessa matéria. “Quando você parte para especialidades como gerenciamento eletrônico de motor e tecnologias ligadas à assistência na condução, como piloto adaptativo e alerta de mudança de faixa, a instrução requerida está dentro do curso de mecatrônica. E é por isso que vamos coloca-lo na grade”, disse Belizário.

Fidelização e treinamento
Com o tema “Fidelização e Treinamento do Profissional Reparador”, o gerente de Certificação de Serviços do IQA (Instituto de Qualidade Automotiva), Sérgio Ricardo Fabiano, discorreu sobre o desafio de fornecer formação técnica e conhecimento tecnológico na área de reparação automotiva em um segmento com mais de 480 mil profissionais em um país que ainda conta com grau de instrução muito baixo.

“Por este motivo, nós, do IQA, investimos muito na certificação de conhecimentos e habilidades dos reparadores, o que irá chancelar suas competências e criar diferenciais competitivos em sua carreira”, destacou, lembrando que, sob o ponto de vista dos empregadores, essa certificação dá a segurança de contratar e reter profissionais com formações reconhecidas. E revelou uma novidade vital para reciclagem dos mecânicos que atuam no segmento: “estamos preparando novas certificações, que serão válidas por 3 anos, totalmente online, que irão classificar os profissionais em níveis básico, intermediário e avançado. Para 2022, teremos ainda a master”.

Conexão estratégia com os players do setor
“A plataforma 365 foi organizada para estabelecer uma conexão estratégica entre fabricantes, expositores e consumidores visando manter um ritmo constante de geração de negócios durante o ano todo, além, portanto, dos dias da realização da feira em pavilhão”, explica Ricardo Barbosa, gerente da Automec. Basicamente, a Automec 365 proporcionará aos inscritos na plataforma um sistema de recomendações de marcas para compradores, com base em interesses comerciais em comum; indicações de reuniões individuais para negócios; sessões de rodadas de negócios; ativação de marca nos canais digitais, entre outras possibilidades para movimentar os negócios do mercado.

Informações
Gilberto dos Santos Cel. (11) 98588-7075
Eduardo Pincigher Cel. (11) 99464-9356
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