Mulheres quebram paradigmas todos os dias no Aftermarket Automotivo

Responsável pelo RH da AutoZone Brasil, Luciana Wanke reflete sobre avanço das profissionais no setor
Mulheres quebram paradigmas todos os dias no Aftermarket Automotivo
Luciana Wanke: Gestora conta que 80% das mulheres que atuam na rede trabalham diretamente com os clientes

Por Lucas Torres

Diversas mulheres do Aftermarket Automotivo relatam suas relações com o automóvel e a manutenção. O movimento, que transcende as profissionais do setor tem impulsionado os players de todos os elos da cadeia automotiva – das montadoras à reparação – a aumentarem a diversidade de gênero de suas equipes.

Uma das principais empresas do planeta no segmento de varejo de autopeças, a AutoZone é um exemplo desta nova realidade. Em seu braço brasileiro, a empresa tem uma presença de 30% de mulheres no seu extrato de 1.290 colaboradores.

Mais do que volume, porém, a gigante da reposição nas Américas tem empoderado o gênero feminino a ocupar seus cargos de liderança e conta atualmente com 46 mulheres nestas posições.

Uma das personagens neste escopo de líderes do varejo é Luciana Wanke, primeira mulher contratada pela AutoZone Brasil para sua diretoria, ainda em 2012, e que atualmente é responsável pela área de Recursos Humanos da empresa.

Para entender um pouco da visão da varejista sobre as transformações do mercado automotivo nacional, bem como conhecer em detalhes as políticas da AutoZone neste sentido, conversamos com exclusividade com a executiva neste especial do Dia Internacional da Mulher.

Novo Varejo – Quando você chegou à AutoZone, já tinha familiaridade com o universo dos automóveis e das autopeças?

Luciana Wanke – Quando cheguei não sabia o que era o segmento automotivo, sendo minhas experiências prévias na indústria química.

NV – Ao ser uma mulher na direção de Recursos Humanos da AutoZone Brasil, você faz um trabalho para enfatizar a importância de promover a igualdade de gênero da empresa ou essa é uma política da organização como um todo?

LW – Desde que entrei na AutoZone sou promotora da igualdade de gênero adotando a diversidade dentro da organização, que é um dos valores da AutoZone, e também implementei a iniciativa global AZWin, que empodera as mulheres em cargos de liderança desde 2016.

NV – Das 350 mulheres colaboradoras da AutoZone Brasil, quantas trabalham na ponta, isto é, têm contato direto com os clientes?

LW – 80% das mulheres na AutoZone trabalham diretamente com os nossos clientes, ou seja, nas lojas, e 20% dão suporte às lojas, no nosso escritório central ou no nosso CD, provendo um atendimento ao cliente.

NV – Vocês têm visto, como empresa, um aumento do volume e da proporção de clientes mulheres? Qual a importância de ter mulheres no atendimento nesse contexto?

LW – Tenho visto um aumento de clientes mulheres dentro de nossas lojas, pois atualmente elas são tomadoras de decisão dentro do âmbito familiar. As mulheres também estão cada vez mais  à frente das decisões relacionadas ao seu carro ou da família. Através de pesquisas que realizamos com frequência, acredito que o nosso ambiente de loja e atendimento tem feito com que as mulheres se sintam cada vez mais seguras em adquirir autopeças e acessórios nas praças onde já atuamos.

NV – Uma pergunta delicada, mas que ainda é extremamente relevante em uma sociedade como a brasileira: vocês sentem algum preconceito por parte de homens quando estes são atendidos por mulheres e recebem orientações técnicas destas?

LW – Todas as AutoZoners estão preparadas para prover um atendimento ao cliente em nossas lojas e foram treinadas para ajudar o cliente no que ele precisa. Mas ainda enfrentamos clientes que querem ser atendidos por homens e temos a habilidade de dar um conselho confiável em todas as situações. O mais surpreendente é vermos como muitas vezes clientes homens ficam impressionados com o nível de conhecimento e qualidade de atendimento que nosso time feminino oferece. Quebramos paradigmas todos os dias.

NV – Quais setores da AutoZone contam com mulheres na liderança?

LW – Temos mulheres em todos os setores da empresa; em cargos de liderança temos em Recursos Humanos, Finanças, Gestão de Lojas, Desenvolvimento de Rede, Prevenção de Perdas, Marketing e Merchandising, além, é claro, de lideranças em loja.

NV – Ao contratar mulheres para os diversos cargos da AutoZone, vocês exigem que elas já tenham familiaridade com o universo das autopeças ou têm algum programa de treinamento e capacitação para inserir as que precisam?

LW – A AutoZone tem um programa de treinamento on the job para todos os AutoZoners que não têm conhecimento prévio de autopeças, sejam homens ou mulheres. Não há distinção, pois entendemos que todos são igualmente capacitados.

NV – Por fim, gostaria de te perguntar sobre uma percepção pessoal. A afirmação de que o mercado automotivo ainda é um mercado masculino segue cabendo no caso brasileiro? O quanto a pauta da igualdade de gênero já avançou? Em que questões ela precisa avançar ainda mais?

LW – Posso falar da minha experiência de 11 anos de AutoZone. Avançamos bastante na questão de mulheres na liderança tanto em nosso escritório quanto em nossas lojas e nossos fornecedores também nos ajudaram nesse termômetro durante esses anos, devido aos contatos diretos com mulheres que nos apoiaram em nossos eventos internos de promover o empoderamento das mulheres. Na AutoZone acreditamos que todos os gêneros são igualmente capacitados.

Fonte: Novo Varejo

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