Geração de emprego desacelera em setembro no setor de comércio e serviços paulista


Comércio obteve a menor evolução desde abril; Black Friday, Natal, Réveillon, e pagamento do 13º salário devem influenciar contratações nos próximos meses
Geração de emprego desacelera em setembro no setor de comércio e serviços paulista

Em setembro, o comércio paulista gerou quase 15 mil empregos com carteira assinada, após 116.441 admissões e 101.564 desligamentos – é a menor evolução mensal desde abril. Os dados são da Pesquisa do Emprego no Estado de São Paulo (PESP), realizada pela FecomercioSP. Podem ter contribuído para a desaceleração: a conjuntura de inflação, os juros e o endividamento familiar altos, porém, a acomodação do mercado de trabalho já era esperada. No entanto, eventos como a Black Friday, o Natal e o Réveillon, aliados ao pagamento do décimo terceiro salário, devem influenciar o comércio nos próximos meses, mantendo o ritmo de crescimento do mercado de trabalho.

Tradicionalmente nos fins de ano, o setor avança na empregabilidade para atender a uma demanda mais forte no principal período de vendas. Considerando os números mais recentes de indicadores de confiança e de intenção em contratação dos empresários do comércio, a FecomercioSP projeta que em torno de 34,5 mil empregos formais devem ser criados no varejo paulista no acumulado do bimestre outubro/novembro. É um patamar próximo do registrado em 2019, último período de normalidade, quando se observou a criação de 35,3 mil vagas.

Com o resultado de setembro, o estoque avançou 0,54%, atingindo 2.782 milhões de postos de trabalho formais. Dentre as três divisões que formam o comércio, o varejo foi o que mais se destacou, com a criação de 9.009 vagas, influenciado novamente pelo varejo de vestuário e acessórios (1.232 postos de trabalho). Já o atacado, gerou 4.454 empregos; e a divisão de comércio e reparação de veículos, outros 1.414.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2021, há um avanço de 107.785 novos empregos. O varejo conta com saldo positivo de 63.530 postos de trabalho, enquanto o atacado avançou em 31.213 vagas, e o comércio de peças e veículos, outras 13.042. Nos últimos 12 meses foram criados 200 mil postos de trabalho.

No setor de serviços, o mercado laboral obteve a nona evolução seguida, ainda que o saldo seja menor que o registrado em agosto. Foram 52.697 vagas, após 306.451 admissões e 253.754 desligamentos. Isso significa um avanço de 0,79% ao estoque (6,690 milhões de vínculos ativos).

Em números absolutos, os maiores avanços foram observados nos serviços administrativos e complementares (12.830), influenciados pelas atividades de seleção, agenciamento e locação de mão de obra (4.369), e na divisão de alojamento e alimentação (10.394), impactados, por sua vez, pelos bares e restaurantes, com 7.011 vagas. No acumulado do ano, o setor gerou 355.904 empregos, e em 12 meses, 455,7 mil.

Comércio e serviços na capital
Na capital paulista, o comércio também apontou, em setembro, o menor crescimento dos últimos meses: 5.872 vagas. Destas, 3.725 pertencem ao varejo; 1.349 ao atacado; e 798 ao comércio e à reparação de veículos. Com mais de 876 mil vínculos formais ativos, o aumento significou avanço de 0,67% no estoque. De janeiro a setembro, houve a criação de 32.889 empregos, e no acumulado de 12 meses, 55.781.

Já o setor de serviços gerou 24.954 vagas. O desempenho geral foi influenciado pelos grupos de atividades administrativos e complementares (5.736 vagas) e de alojamento e alimentação (4.090). Com pouco mais de 3 milhões de contratações, o saldo significou avanço de 0,84% no mercado de trabalho. Em 12 meses, houve criação de 206.944 vagas com carteira assinada. Os serviços administrativos, técnico/profissionais e de saúde humana e sociais responderam por 62% do saldo total do setor.

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) sofreu uma reformulação em sua metodologia e, agora, analisa o nível de emprego celetista do comércio e serviços do Estado de São Paulo a partir de dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, passando a se chamar, portanto, PESP Comércio e Serviços.

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