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Copom reduz Selic em 0,5 ponto percentual, a 12,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 12,75% ao ano. Foi o segundo corte seguido na taxa. Em comunicado, o órgão do Banco Central sinalizou que continuará a promover reduções na mesma intensidade nos próximos encontros.

Porém, uma leitura mais detalhada da manifestação do Copom, segundo Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), mostra que o ciclo de corte para o próximo ano ainda é imprevisível. 

“A decisão do Copom vai na direção da normalização gradual e possível da taxa real de juros. Ou seja, as reduções futuras da Selic continuarão acompanhadas da preocupação em se preservar a busca pelas metas de inflação”, diz Tingas.

Para a equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), levando-se em consideração apenas o cenário inflacionário atual, seria possível ao Copom reduzir a Selic em patamar superior a 0,5 ponto percentual. Mas incertezas fiscais impediriam uma decisão mais ousada do órgão.

“O comportamento dos preços, conjuntamente com sinais de desaceleração da atividade econômica durante o segundo semestre, poderiam ter viabilizado um corte maior dos juros básicos. Porém, a permanência de incertezas fiscais, não dissipadas pelo novo arcabouço fiscal, justifica a cautela na condução da política monetária”, dizem os economistas da ACSP.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Fonte: Diário do Comércio – Imagem: Freepik

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