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Vendas de implementos crescerão 5% este ano, prevê Anfir

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Com queda menor, fabricantes apostam em reversão neste quadrimestre

REDAÇÃO AB

 Embora os números do setor de implementosrodoviários ainda indiquem queda das vendasaté agosto, as fabricantes apostam em uma reversão de cenário nos próximos meses e esperam encerrar o ano com volume até 5% maior do que o registrado no ano passado, quando os emplacamentos somaram 61,9 mil unidades.

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A meta é ambiciosa: para alcançar o crescimento previsto de 5%, o setor terá de vender algo próximo a 65 mil unidades em 2017: significa que de setembro a dezembro, a média mensal de emplacamentos deverá ser de 7,1 mil – entre janeiro e agosto nos primeiros oito meses esta média foi de 4,5 mil, com vendas de 36,6 mil unidades, volume 14,3% abaixo do apurado em iguais meses do ano passado.
Segundo a Anfir, o segmento de pesados, que considera reboques e semirreboques, demonstra nítida reação: em oito meses, as vendas chegaram a 15,2 mil, retração de 8,14% no comparativo anual; é a primeira vez no ano que apresenta queda abaixo dos 10%. Além disso, das 15 categorias, seis apresentam crescimento das vendas na comparação anual (baú carga geral, carrega tudo, baú frigorífico, baú lonado, tanque carbono e tanque alumínio). Nos nove restantes, ainda em queda, dois deles – basculante e dolly - apresentaram variação negativa de apenas 0,71% e 0,70%, respectivamente. Vale lembrar que o segmento de basculante é o segundo maior em volume na categoria pesados, com 17% de participação das vendas no acumulado.
“O resultado com seis segmentos positivos ainda é tímido em face de nossas perdas acumuladas, mas de qualquer forma é um bom alento porque são negócios concretos”, afirma Alcides Braga, presidente da Anfir. “Mas basculante e dolly estão se aproximando do grupo com variação positiva, que deve chegar a oito em breve”, completa.
Para a Anfir, o setor de carretas serve termômetro dos negócios ao representar as oscilações na economia, significando que a retomada do crescimento nos diferentes segmentos resultará também no aumento das atividades para a indústria de implementos rodoviários. “Precisamos de medidas que ajudem a aquecer a economia como um todo”, afirma Braga, que defende maior acesso ao crédito: “Dinheiro para emprestar existe, mas as condições para se tomar os recursos não são favoráveis à indústria. É neste momento que a ação do BNDES dando suporte à indústria seria decisiva para o País”.
Já o segmento leve ainda não recuperou: no setor de carroceria sobre chassis a queda apurada no acumulado chegou a 18,35%, passando de 42,6 mil para 36,5 mil. “O recuo de 2016 sobre 2015 foi de 29,8%, porém em 2015 sobre 2014 a queda foi menor, de 44,6%”, afirma o diretor executivo da Anfir, Mario Rinaldi. “Na prática o acumulado de perdas foi de dois terços do mercado apurado há três anos”.
Para Rinaldi, a redução nas perdas e a proximidade da Fenatran animam o setor. “A feira permite às empresas estreitarem seus contatos com seus principais clientes o que pode até resultar em negócios”, finaliza.

Fonte: Automotive Business

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