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Evento discute formas de atração do varejo físico

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Painelistas afirmam que o varejo físico, com lojas, centros comerciais e shoppings, não irá desaparecer, mas que precisa adaptar-se para atender consumidores mais exigentes e informados, em diversos canais e com soluções inovadoras

 

Uma vez ao ano, o chapter Brasil da Corenet – maior associação de profissionais de real estate do mundo – traz um evento sobre um tema novo e surpreendente para o business imobiliário. Em 2018, o assunto escolhido foi retail, com a proposta de discutir formas de tornar empreendimentos físicos de varejo mais atrativos a partir das mudanças tecnológicas e do e-commerce.

Em sua última edição, o encontro da Corenet ocorreu em um espaço de inovação, o auditório do OasisLab Distrito, o primeiro ecossistema de inovação com foco em varejo no Brasil, projeto inaugurado há pouco mais de um ano e que sedia 130 empreendedores, que buscam propostas inovadoras para integrar e facilitar projetos para a área de varejo. O espaço de co-working, que visa gerar encontros entre varejistas e startups, recebeu como moderador dos painéis Victor Hirata, gerente da divisão de Retail Services da CBRE. Hirata iniciou a discussão colocando em pauta os impactos das mudanças provocadas pela transformação digital nos centros comerciais e shoppings, na expectativa de oferecer mais conforto ao cliente e atender às exigências de uma geração cada vez mais bem informada. Destacou ainda os impactos no mundo físico do varejo causado pela tecnologia, como mudanças significativas na estrutura organizacional das empresas, posicionamento de supply chain, maneiras de proporcionar melhores experiências de consumo para o cliente, entre outras questões. Para Hirata, o varejo precisa também dar respostas rápidas às tecnologias presentes e futuras, como as mídias sociais, experiências pré e pós-vendas, campanhas de inovação, realidade aumentada, experiências cinestésicas e o conceito de ominichannel, que está cada vez mais presente na experiência do varejo para proporcionar melhor experiência de consumo.

O sócio e um dos fundadores do OasisLab, Marcos Luppe, um dos palestrantes, afirma que a integração de canais, ou ominichannel, é uma questão cada vez mais presente e que as empresas precisam entender esse novo contexto do mercado. Para Luppe, shopping centers, centros de compras e as lojas físicas terão de passar por transformações para acompanhar um consumidor cada vez mais exigente, especialmente das novas gerações, como Y e Z, que busca novos propósitos, engajamentos e experiências. Outro dado importante para o especialista é a transformação da empresa como um todo a partir das novas tecnologias, criando viabilidades, estratégias e políticas de governança próprias nas suas organizações, para que a integração entre canais aconteça com sucesso. “Uma loja focada apenas na transação está fadada ao fracasso. Hoje, é o consumidor conectado que está conduzindo o que ocorre no mercado. O grande desafio do varejo é transformar dados e tecnologias em transformações concretas a favor do negócio”, afirma Luppe.

O último evento da Corenet contou ainda com a fala de Rodolfo Arruda, gerente Brasil da empresa ShopperTrack, que utiliza do big data para previsão de comportamento e consumo, com prestação de serviços a lojistas e desenvolvedores. Arruda aponta que o e-commerce tem proporcionado ao varejo físico a oportunidade de criar melhorias e ganhos. “Entender e interpretar dados de fluxo e comportamento de clientes e compreender como é feita sinergia entre os mundos on-line e físico das empresas podem ser soluções”, explica. O especialista conta que investir na digitalização e apostar em novas experiências de compra são oportunidades para lojistas rentabilizarem ainda mais seus negócios.  “As lojas físicas deixaram de ser apenas um ponto de compra, são hoje muito mais um local de convivência, de experiência do usuário, de integração de relacionamento com a marca”, diz.

Como experiência é a palavra-chave para o novo consumo, apostas em diversificação de atrativos junto a espaços físicos, como cafés, cinemas e outros recursos de entretenimento, criando um mix variado, também são pontos positivos, segundo Arruda. E para o futuro, inovações como cinestesia, realidade aumentada, atendimento robotizado, entre outras tecnologias, serão importantes para trazer cada vez mais clientes para a loja física e converter inovação em rentabilidade. “A mudança será enorme, mas não pode ser vista como ameaça. É preciso adaptar-se às novas condições, transformar a inovação em aliada e estimular as experiências cada vez mais no ambiente de compras, criando uma convergência para lidar com um cliente único, em um espaço comercial totalmente integrado e sem atritos entre tecnologias”, finaliza Arruda.

 

 

Agência dpi

Douglas Galan
Assessor de Imprensa
www.agenciadpi.com.br
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